O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

- Por que levas o livro debaixo do braço, ó pastor se, pelo que dizem, nem sequer sabes ler nem escrever?

- Se assim for, por que levas tu, ó homem,  essa mulher pelo braço se, pelo que dizem, não sabes amar?

31 comentários:

platero disse...

interessante- Profético?

abraço

Fausta disse...

Não. Inútil.

ParadoXos disse...

um livro no lugar do coração, ainda assim, sem sentir...




forte abraço

Rui Miguel Félix disse...

Por que levas o livro ou a mulher debaixo do braço se não sabes nem ler, nem escrever, nem amar? - Sabes por que te pergunto, porque me disseram que eras pastor, ó homem!

saudadesdofuturo disse...

Moral da História:
O que dizem não é de "ciência certa" é não mais do que opinião; a "ciência certa", também não existe... E isto de andar com pessoas pelo braço e "objectos culturais" debaixo do braço só para "inglês" ver... Também não me parece ser de "pastor"...

A pergunta agora poderia ser:

O amor é a escrita dos pastores?

Os homens escrevem e lêem, porque não sabem amar?

Não passo sem olhar e ler ao comentário do Rui:
Perguntar ao pastor é uma solução.
Profetizar se calhar não é necessário. O futuro é presente... se bem que o presente já é futuro...
mas isso é outra coisa!
Fausta: É inútil.
Um livro no lugar do coração, Paradoxos; é como ler um coração e amar um livro... quando o que se deve é amar um coração como um livro e ler um livro com o coração...

Ou... outra coisa qualquer...
Flávio, trouxe um "poemento" ou ou "pensema" muito interessante

Um sorriso de boa-noite a todos
Até à Fausta que (me) lê como um livro que abrisse do avesso
:)

Maria disse...

as pessoas que aqui comentam são tão anti éticas/altamente críticas [n generalizando] que chega a ser um assombro. o espantoso é que boa parte do blog é voltado a doutrina Budista. MTO autores e nenhum leitor. A Arte de Ler tb é a Arte de Escrever. E tenho notado que por vezes uma "frase" perde todo o curso de história literária, qdo se abre os comentários.


"Por que levas o livro ou a mulher debaixo do braço se não sabes nem ler, nem escrever, nem amar? - Sabes por que te pergunto, porque me disseram que eras pastor, ó homem!" Anti ético - qdo visita museus, avacalha os quadros? mas quem MTO avacalha é pq é avacalhado. Será Arte??

abç.

saudadesdofuturo disse...

Maria,

Em primeiro lugar, desejo-lhe uma boa vinda. Repare que não digo: "As pessoas que entram nos blogues..."

Por mim, Maria, só pergunto, de que "boa parte" do blog a menina é?

Só para saber... não generalizando... nem eu sei quem estou... Entre aqueles que aqui comentam e, por isso, sob suspeição de "anti-ética", e/ou "altamente crítica" (que é outra maneira de estar em "alta(s)". É obra! Logo de uma assentada e de uma primeira vez!

........! Já diria como o Senhor abade, ou era bispo?

Em que parte do [generalizando]posso situar-me? Pergunto.

Um abraço para quem chega: Viva!:))

Bem vinda, Maria, penso que é o que se deseja a quem se aproxima... ou devo dizer... a quem se aproxima.

Fausta disse...

O melhor é fechar o pasto.

paladar da loucura disse...

Quando percorria o blog e via um post com muitos comentários Tonta julgava que devia ser bem interessante o texto - afinal com tantos comentários!
Invariavelmente não são comentários ao texto mas um exercício de maldizer que beira o vício. E são tantas as vezes que se tornam chatas, chatas, chatas e chatas porquanto repetitivas.
É tão fácil desconversar. É tão óbvio falar mal!

Que tédio!

Maria disse...

Se fechares o pasto Fausta, de que vai se alimentar? Se a crítica aqui não é Literária e sim ofensiva! Salves Tu "Saudade do Futuro" que tens uma escrita abrangente e inteligente. Agora:Em que parte do [generalizando]posso situar-me? Pergunto Na parte em que melhor lhe convier.

Dou o assunto por encerrado.
Abç.

Fausta disse...

Que bonito é avacalhar... mariazinha.

baal disse...

porque levas o livro e a mulher se te devias preocupar com o baço?

Fausta disse...

Outro que toca órgão.

saudadesdofuturo disse...

baal,

Agora pergunto eu, baal(inho) (sorrisos, muitos)
Quem quer ir à luta por um "baço"? Ou é "braço", baal?

Um abraço, por ele vou a luta, sim!

Fausta disse...

Leva a Maria.

Fausta disse...

Mas certifica-te de que há erva.

baal disse...

pois é saudades.
'enquanto há força no braço que vinga
cantai rapazes dançai raparigas
e vozes altivas cantai também'

à luta, ao cantor da revolução

um abraço de baal,
um baal embaciado

paladar da loucura disse...

Fausta é impressionante como és desagradável! Diz-me se aprendeste alguma coisa para além do comentário pobre e ofensivo. O que se passa contigo? Precisas de ajuda?

saudadesdofuturo disse...

Desembacia, baal!

Eu tenho aqui um pano, limpa-se esse vidro... Despeja-se esse conteúdo...
Ou hoje é Musil?
à luta, pois!

Sabes que mais... até eu estou embaciada... que é feito do meu brilho? (risos)

P.S. Hoje é dia da Senhora das Candeias... E esta?
O que podemos fazer com esta informação? Alguém sabe?

baal disse...

iluminemos a fausta, eu cá por mim gosto da exclusão e da pobreza de espírito (chama-se auto-estima).

paladar da loucura disse...

a banalidade reina nos comentários, e quanto maior a palermice mais fertil a quantidade de respostas.
O humor escondeu-se envergonhado com tanto mau gosto.

Anaedera disse...

Dizem, mas desconhecem-se.

Só o pastor sabe se lê, assim como só
o sábio sabe se ama.

Os dois são um só.

saudadesdofuturo disse...

Pois, baal, hoje ouvi dizer (não sei se foi pastor ou não) que quando no dia da Senhora das Candeias, consoante estas se mostrem a "sorrir" ou "mais fehadas" significa o tempo que fará nos próximos 40 dias.
Se estiverem a rir (dia de sol) ainda está o Inverno para vir; se está triste(de chuva) está o Inverno acabado...

Não gostei. :(

paladar da loucura disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Harkshis disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Borges disse...

Flávio, excelente texto! Comentários sem comentários.

Fausta disse...

Olha, olha. A Paladar arranjou uma amiguinha.
Este sentimento de união é incomparável! Fraternidade! Beleza emocional partilhada com vigor (o leite)!

Julio Teixeira disse...

O que, afinal, se pretende com a palavra?
Antes era mais fácil e o mais forte vencia sempre.

Hoje também.

A força é que mudou.

E a energia nela empregada é pouco recomendada devido o sentimento anterior à razão ter sido contaminado pela raiva.

Ainda que "evoluída" disfarçada de Ironia ou Intolerância.

Julio Teixeira disse...

E quando se vê a escrita até bem escrita, com maestria, mas sem a correção de fraterna convivência,
lamenta-se o tempo perdido nas escolas...

baal disse...

não entristeças saudades (a saudade para mim já é tão triste). foi tentar o impossível chatear a fausta, personagem de uma ópera (obra) bufa.
abraço saudades.

Rui Miguel Félix disse...

Antes tivesse posto um sorriso no final... foi isso, faltou-me o emoticon...

O homem, vi-o hoje, pode levar um livro debaixo do braço, pois que nada o impede de o fazer. Muitos ditos letrados transportam-nos, apenas para dar um ar de sua graça. Transportam-nos, porque infelizmente os livros são incapazes de andar pelo seu próprio pé e as palavras quando lidas caiem sempre no absurdo em si interpretativo. Veja-se o caso dos leitores de sinopses literárias, muito longe da simplicidade vérbica dos mais fiéis pastores de ovinos, caprinos, inclusivamente dos pastores dos confinados bovinos, vendem livros por conta do ar do seu aval social e moralmente credível apreciando, e de que forma – teatral, interessantíssima – a literatura que lhes é dada para ser vendida... enfim, literacias e outras politiquices. Analfabetos e i-literados, pois que os há, mas a humana sabedoria de alguns pastores dá-se ao fraterno luxo de ter debaixo do braço o Borda d'água para que a eles - do ponto de vista do observador - lhe seja dada toda a matemática astronómica agrícola, no entanto, como não sabem ler, transportam o fiel livrito na mão gretada para perguntar na taberna ao 'literado' amigo que sabe ler, se as suas previsões lunares se coadunam com as apresentadas no manifesto. Depreende-se daqui, então, que o pastor, não precisa de livros para nada! E quem precisa? Pelo que os outros dizem, essa coisa do saber, disseram-me, quer dizer, ouvi dizer, só faz mal à saúde… já dizia o poeta, 'a inteligência é o meu (seu, dele) cancro!' portanto... Se assim for, (...) pelo que dizem... Por andar tudo ao sabor do diz-que-disse à base do parece-me que ouvi dizer, é que o mundo, em suma, as pessoas, nós bicheza-animal-heterotrófica estão e são como são e estão. Na base da interrogação, está, de modo explícito, o tal diz-que-disse, a intriga, tão abundante nas sociedades a toque do sainete do amplo profundo pequeno-grande Portugal que o tradicionaliza diminuti. Pelos vistos, não retirando uma ínfima migalha à qualidade do escrito, creio, cumpriu o seu objectivo, parabéns! Acção parapensamento/ texto/ whatever que os espoletou. Serpe demais pura! A visão do escritor não deixa de ser genial, estamos neste momento a ver pelos seus olhos os verdes que o rodeiam, a sociedade.

Para que se saiba, ou se perceba, ou não, foi o que me levou a reagir com a síntese apresentada em primeiro meu comentário… Todas as incongruências de expressão são fruto do não saber ao certo quando o próprio pensamento me está a… confuso?

“O livro, a mulher, o poema, debaixos d’asas rudimentos espontados pela atrofia dos membros nunca desenvolvidos…” o pensamento aleatório, ou lá como se chama isso, que aflorou no pós-leitura. O que é isto quer dizer? Whatever, é o que está lá escrito, como dizia o pintor, também apelidado de poeta.

Abraços, retiro-me.

Abraço amigo Flávio. Sou um apreciador da qualidade da sua poesia, por vezes sinto-a próxima, tão próxima, que chega a sussurrar-me ao ouvido a ideia, lê-me sou para ti!


Agora,
Vou me pendurar numa mola do estendal…
E… que o vento me leve, e que o tempo me esgace…