O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

ronda das mafarricas

dedicado a todas as serpentinas(as de carnaval e as outras)

'estavam todas juntas
quatrocentas bruxas
à espera à espera
à espera da lua cheia

estavam todas juntas
veio um chibo velho
dançar no adro
alguém morreu

arlindo coveiro
com a tua marreca
leva-me primeiro
para a cova aberta

arlindo arlindo
bailador das fadas
vai ao pé coxinho
cava-me a morada

arlindo coveiro
cava-me a morada
fecha-me o jazigo
quero campa rasa'

música:josé afonso
letra: antónio quadros (pintor)

bom carnaval. e que nunca retiremos a máscara.

10 comentários:

Anónimo disse...
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Magno Jardim disse...
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Anónimo disse...
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Anónimo disse...

baal, meu mafarrico!(risos e sorrisos)

Vou mandar papelinhos.

Queres que mande calar a Fausta?
Queres que lhe tire a máscara a ela?

Queres dançar enquanto esperamos pela lua cheia?

Queres ressuscitar?
Queres? Ou ainda não morreste e a Fausta está só a embirrar contigo?

Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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baal disse...

claro que já morri, quando nasci(pareço o pb). e saudades morri mas continuei perfilado a lutar pela vida.
morrer não é nada, é só distância e ausência e um imenso vazio. depois voltamos e nada aprendemos. não queiras experimentar fausta. é duro. nunca tiramos a máscara é ela que nos defende contra o mal.

Magno Jardim disse...

Apaga-se
não se extingue.

Lavra a chama
Como o que o fogo-fátua encerra...

Anónimo disse...

Macacos .... me mordam, se isto não e um carnatal "desnatado"!
Nascem e morrem sem darmos conta os mascarados da Serpente!

Fausta, apaga-te, sim,mas devagar! "não te estiques!" como diz o baal.

A morte nada é. "Apaga-se, mas não se extingue" como diz o Magno Jardim!

Eu... não digo nada... acho que já morri, mas "perfilada" e atenta à luta. À ronda... à roda... à roda ... das Serpentes. Até cair no adro... `"a espera da lua cheia".

Arlindo Coveiro é um pobre trabalhador explorado e mal pago...
â luta!

Apagas tudo ó Fausta! Até a "morte"!

Anónimo disse...

Mafarricos!!