O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 17 de junho de 2009

s/t


14 comentários:

Lapdrey disse...

Envia-me Donis de Frol Guilhade este, para que aqui o deixe, aos pés de sonho deste olhar-abismo:


"Onirese do olhar"
(ao|à viver de improviso)

Olho, cega mandala,
que a si não vê
qual rosto, hemis
fério em que se espelha
o espectro que o fita
no antro do olhar
que a cegueira inibe
e o rosto, véu de seu
véu, revela desvelo
no povoar íntimo da
máscara de si até si:
distância omnipresente
do tudo ao nada...
do nada ao seu nada
de nada... por nada.

frAgMenTUS disse...

olhar...

.é o mesmo que observar?
.contemplar?
.focar?
.como deve ser o nosso olhar?
.misto de razão e coração em equilíbrio?
.'big brother is watching you'é a definição actual de olhar?

reaprender a olhar é o desafio do existir, perceber que a Verdade vem da introspecção, dessa acuidade interior, e revela-se no exterior; daí que seja necessário estarmos atentos aos fragmentos de olhar(es)(in)finito...

boa escolha a da imagem:)
abraço para 'viver de improviso' e Lapdrey

K disse...

Se vê o que (a si) se não vê, o ver é cego. Lede o primeiro capítulo da "Teoria do Ser e da Verdade" de José Marinho.

Lapdrey disse...

Ohh!
Manhã filosófia: Marinho, a banhos, emplumado na praia da Parede das cogitações!

O primeiro capítulo do "Teoria", não consigo ler, amigo K.! Não consigo sair da "Introdução": "São tão difíceis as condições do pensamento puro...".

Sabe, meu caro K.? Sou muito impuro. Por isso...

Quando eu conseguir ir além da página dezasseis, eu aviso.
Então fazemos uma "ganda" caracolada à Marinho, seguida dumas belas dumas amêijoas à Ribeiro (Álvaro, claro), para chamar os meninos leonardinos das patuscadas.

Grato, na mesma!

P.S.
Ah, é verdade!
Isso do ver "cego", já o Lao Tsé o dizia.
É, com certeza, a "via remotíssima de pensamento" de que fala Marinho, a páginas catorze da "Teoria".

Anónimo disse...

da praia da Parede retornando a Carcavelos!... sempre a cogitar, espraiar e serpentear :)

bj, frag

Lapdrey disse...

A Frag, até para o banho de mar deve levar o portátil.
Por isso é que o pobre pc já não tem som: perdeu o pio.
Pudera! Tem ataques de pânico, só de pensar em água...

Anónimo disse...

haha pode crer, aqueles 2 portáteis foram à vida e estou num fixo emprestado - sem som, por acso!, já não dá p me conectar na praia mas lá não importa, gosto mesmo de me conectar noutras ondas ;)

(mas o telelé nexpress music dá p aceder à net p/ 98 centimos 24h lolol)

bj, frag

Anónimo disse...

e o que temos nós a ver com as vossas conversinhas tontas!? mandem smss e não chateiem!

Anónimo disse...

e pk as vens ler?
p acaso até mandei sms agora mesmo mas agradeço na mesma a sugestão

frag

Lapdrey disse...

Houvesse de certos lados "anónimos" colaboração ou contribuição que se visse, e talvez aqui não houvesse tempo nem sentido para isso de ... "conversinhas tontas".

As crianças, como sempre, têm razão: "Quem diz é quem é!"

soantes disse...

Uma excelente imagem e um série fastidiosa de comentários que, tirando um, passam completamente ao lado de tudo.

Anónimo disse...

É verdade e está a tornar-se preocupante neste blog...

viver de improviso disse...

Só quis partilhar a imagem que criei e não suscitar animosidade.
Grata.
Helena

Indo à janela disse...

Se os anónimos colaborassem ou contribuíssem, deixavam de ser anónimos e o universo "reconstruía-se sem ideal nem esperança", como o do Esteves sem metafísica, o dono da Tabacaria.