O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sábado, 20 de junho de 2009

"The Old Album"


pintura "The Old Album "
by Iman Maleki

(um dos meus pintores predilectos)

4 comentários:

Dádiva disse...

Cromos. Posso distribuir...

Lapdrey disse...

Certas leituras "hiper-realistas" (ou quase) fazem da "realidade" ilustração da arte.
A realidade torna-se, deste modo, um reflexo da arte.

Aqui, há ainda uma outra camada de reporte no ler do real: o da memória - ancoragem no agora, de um outro agora.

Grato, Liliana.

Nuno Maltez disse...

Belíssimo e muito ilustrativo da realidade sem tempo. Comovente.

Pé boto disse...

O teu som é oco.