O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 25 de junho de 2009

somos símios

mais sofisticados
mais atletas

motorizados como as motas
que outra coisa não são
que desumanizadas
bicicletas

7 comentários:

tarzan disse...

Agora acertaste... no teu caso.

platero disse...

Tarzan
gostava de saber que sim

é tão raro isso acontecer

Rui Miguel Félix disse...

Dia zero.

São estes os novos dias…
Vinte e quatro horas de outro tempo.
São afinal horas a ouvir o apelo.

O grito humanitário, um arquejo,
desaba firmes colunas construídas a preceito.

É o juízo final dos materiais que brotam como suor de pétalas.

Dia zero do Homem em viagem, na demora infinito.
Fronteira consciente que molda o que de si é etéreo.

Dia zero ou percepção.
Salto de cavalo que em vento se tolda
agitando flores de consciência
na fracção de segundo após a eclosão.

E a fronteira ultrapassada
é da eternidade um irreal instante
desprendendo das suas folhas
minúsculas gotas de criação.

Platero,
um grato abraço salutar.
Obrigado.

platero disse...

Rui Miguel

grande abraço, obrigado pelo teu (trato por tu quem julgo amigo)poema a sério, em resposta ao meu simulacro de poema.
quando a Polícia faz feridos em resposta a manifestações hostis, os manifestantes costumam acusar de " resposta desproporcionada".

brinco, claro

outro abraço

Rui Miguel Félix disse...

Eu sei meu amigo.

E o "desprocionado" surge quando de um poema se consegue vislumbrar um fundo.

E poema a sério, é o teu.
O que lhe advém é somente leitura.

Das flores que refiro, lembro-me do feijoeiro, já enorme, para que assim o salto de cavalo seja qualquer coisa esférica e sem forma que o abarque.

Um abraço fraterno.

Anónimo disse...

rs

Tamborim disse...

Amei