O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Uma peça para os mais pequenos feita por gente grande...

O concelho de Sintra vive um momento ímpar da sua história cultural: em poucos anos Sintra será a capital teatral do país.
Neste momento assiste-se ao florescimento duma nova geração de actores, quase todos eles muito jovens, todos eles com muito amor ao teatro e com muito talento.
Não é de espantar que o público sintrense tenha hoje uma oferta crescente de espectáculos que tornam o teatro acessível, em termos económicos e de proximidade geográfica, a ponto de se poder dizer que o teatro começa a rivalizar com o cinema no interesse do público.
Por outro lado, a oferta de peças infantis é, também ela, promissora, pois contribui para a formação dum público que crescerá a gostar de teatro, o que é algo digno de nota.
Assim, a peça a que queremos dar destaque é um motivo de alegria, já que, para além de ser um espectáculo muito bem concebido, dirigido aos mais novos, tem um elenco de jovens actores cheios de talento - Ana Rita Neves, Nídia Roque e Olavo Silva.
A encenação de Filipa Duarte é sóbria q.b. para nos mergulhar na magia do teatro sem que sejamos, nós os espectadores, subjugados pelas luzes de cena e pelo histrionismo do actores, mas antes nos vemos envolvidos nesse reino mágico como seus habitantes naturais. Isto resulta em cheio com as crianças que por 45 minutos se vêem envolvidas no espectáculo, sendo notório o seu agrado com as peripécias dum enredo simples e, por isso mesmo, profundo e cativante - o texto é simplesmente delicioso.
Sem injustiça para com os outros dois actores, destaco a prestação de Nídia Roque que se revela uma actriz cheia de recursos e com uma frescura vocal digna de nota. Aliás, estes três nomes devem ser tidos em conta, posto que certamente estão a iniciar uma carreira muito promissora.

O Reino do Rei da Gata Borralheira
Cartaz
Press-Realease
www.byfurcacao.com

Em cena até 27 de Dezembro.
Sábados e Domingos às 16 horas.
Sala 2 do Antigo Cinema do Floresta Center (Rua António Ferreira Gomes).
Tapada das Mercês - Junto à Estação.


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8 comentários:

Rui Miguel Félix disse...

Belíssimamente bem partilhado!
Eu vou! :)

Um abraço!

Paulo Feitais disse...

Caro Rui, vale bem pena!
Abraço!

E um conselho a quem se vir atacado por melgas: o melhor é fechar as janelas.
:)

João de Castro Nunes disse...

Com a luz apagada... as melgas não entram. JCN

Paulo Borges disse...

Já entraram...

Paulo Feitais disse...

:)

João de Castro Nunes disse...

Há sempre à mão... um insecticida! "Apaga" mais esta! Para fazer a meia-dúzia. Sempre era... conta certa. JCN

João de Castro Nunes disse...

Plenúncio... ou abrenúncio?!... JCN

João de Castro Nunes disse...

Até que enfim que te cansaste... de "apagar"! JCN