O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Oração Natalina




Assaltados pelas aflições, descobrimos o Dharma
E encontramos a via da libertação. Forças malignas, obrigado!
Quando as mágoas invadem o espírito, descobrimos o Dharma
E encontramos felicidade duradoura. Mágoas, obrigado!
Pelo mal causado pelos espíritos, descobrimos o Dharma
E encontramos o destemor. Fantasmas e demónios, obrigado!
Pelo ódio das pessoas descobrimos o Dharma
E encontramos benefícios e felicidade. Vós que nos odiais, obrigado!
Pela cruel adversidade, descobrimos o Dharma
E encontramos a via imutável. Adversidade, obrigado!
Por sermos impelidos a tal por outros, descobrimos o Dharma
E encontramos o sentido essencial. Todos vós que nos impelis, obrigado!
Dedicamos o nosso mérito a todos vós, em paga da vossa bondade.

|Longchempa, cit. in Patrul RINPOCHE, O Caminho da Grande Perfeição, trad. de Paulo Borges, Ésquilo, 2007, p. 232.

6 comentários:

João de Castro Nunes disse...

"Obrigado!" - Não tem de quê! JCN

luis santos disse...

Paulo,
Obrigado.

Rui Miguel Félix disse...

Valente!

Tudo bom!

Abraço!

:)

ps - que fotografia! Excelente!

soantes disse...

De quem é a foto? Excelente, sem dúvida!

Paulo Borges disse...

Estas orações devolvem o Natal a sê-lo... Excelente foto.

João de Castro Nunes disse...

Acaso alguma vez... deixou de o ser?!... JCn