O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"Ninguém está em nenhum dia, em nenhum lugar; ninguém sabe o tamanho da sua cara" - Jorge Luís Borges

10 comentários:

Rui Miguel Félix disse...

Ninguém é eterno, belo ou fonte;
ninguém é desse tamanho, ninguém é o horizonte.

João de Castro Nunes disse...

E quem disse... que o era?!... JCN

Rui Miguel Félix disse...

Quem?

João de Castro Nunes disse...

Boa pergunta! JCN

Sta Adelaide disse...

Salve!
Hoje é o 'meu dia' e o teu também! Passei por aqui só para te felicitar:
Parabéns Serpente Emplumada!
Ergamos as taças! A ti, Serpente, que há dois anos nascias no meio das "Provocações" do Paulo Borges:
"O "eu" constitui o privilégio apenas daqueles que não vão até ao fim de si mesmos" - Emil Cioran, A Tentação de Existir



Saúde a todos!

Paulo Borges disse...

A Serpente agradece e retribui as Felicitações! Já nem se lembrava!...

Quantas peles abandonou! Quantas abandonará ainda!... Até que fique despida de vez... de si própria.

João de Castro Nunes disse...

E não terá vergonha... de ficar nua?!... JCN

Sereia* disse...

Nesse dia, qualquer dia serve, sem lugar e sem cara definida é que nos vamos encontrar a nós mesmos. Nessa nudez desenvergonhada e transparente, vamos julgar ser outra coisa e, muito provavelmente, não nos saberemos reconhecer. Até mesmo porque nunca nos vimos antes*

João de Castro Nunes disse...

Será... mesmo assim?!... De qualquer forma... não vejo como é que a nudez possa ser transparente por mais voltas que dê ao pensamente. Se é transparente, deixa de se ver. E lá se vai a nudez! Subtilezas... serpentiformes. Talvez! JCN

saudadesdofuturo disse...

Estou a gostar tanto deste post! Mas estou a gostar tanto da companhia do Rui, da Sereia, da Serpente, da Sta Adelaide, do Paulo Borges e do JCN. Todos! Que levanto a minha taça tr|s vezes (podiam ser quatro, mas levanto três vezes), saúdo e digo: Como o impossível é possível na possibilidade de todos os poss]iveis Digo: O teclado est]a @maluco@ E isto ]e uma linguagem

A Serpente n\ao h]a horizonte vis]ivel> Sa]ude! Sa]ude! Sa]ude!

Viva Ciran!
Viva a Serpente!
E as letras desconfiguradas do meu teclado >(
@Viva a poesia, a bondade e as dan;as@
Viva o Obscuro seio da Xerpente!
Xiiii!
O que p-r]aqui vai!
Viva o n\ao/eu nem n\ao eu...

Viva o tamanho da minha cara sem tamanho!

Viva o riso do Natal!
Viva o @Solriso@!

Vivam as serpentíformes asas de todos os seres sencientes, de todos os que serpentinando ganham plumas, por aqui!

P.S. Como esdtão as águas, Sereia?:)