O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Não te emparedes nas fezes por ti libertadas; despeja-as na pia e descarrega a água!

2 comentários:

Damien disse...

Indistingo.

Não distingo pia de água, nem as fezes de mim.

Parede é, talvez, apenas o que me com-pareço: em indistinto.

De parecer. Para ser, vacuidade de ser tão plenamente vazio de vazio.

João de Castro Nunes disse...

Ora aqui está uma máxima... extensiva a todos, a começar pelo senhor KUNZANG! JCN