O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dos muros como pontes

Há que descobrir que os aparentes muros das identidades - pessoais, culturais, religiosas, nacionais - são na verdade pontes que devido ao medo se desconhecem.

7 comentários:

baal disse...

é verdade são a única forma de existir. no plano da imanência tudo faz rizoma, a vida é fluxo. como um virus. vida como movimento em que o sujeito só exisre pela alteridade.

Paulo Feitais disse...

O medo é a raiz dos egotismos e dos exclusivismos e de todos os ‘especialismos’.
Mas, se somos incomparáveis, não há que ter medo de comparações.
O medo nasce da vontade de sermos importantes que se vê desmentida pelas ‘circunstâncias’, mas o que mais importa não é circunstante, é circundante, é amplexo, expansão englobante e libertadora.

João de Castro Nunes disse...

Entre o circunstante e o circundante... eu prefiro o circulante... para trcar as voltas ao medo! JCN

João de Castro Nunes disse...

Raisparta o medo! JCN

luis santos disse...

Medo ou ignorância? Ou as duas?

João de Castro Nunes disse...

Se juntar caganifância... são as três! JCN

saudadesdofuturo disse...

"Medo,ignorância e caganifância"
sugestão do primeiro verso
Desculpada a ignorância
Faltam quadras e terceto(s).


Com pronúncia algarvia, não vou lá!

(Sô.neto, dê-me um soneto!)

Um abraço.