O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Reconhece o que está diante do teu rosto"

"Jesus dizia:
Reconhece o que está diante do teu rosto
e o que te é oculto te será desvelado"

- Evangelho de Tomé, 5.

6 comentários:

platero disse...

tem a ver com
o olhar esfíngico de EUROPA ?
pessoalmente gostava que sim

abraço

João de Castro Nunes disse...

Jesus falava... para um auditório perfeitamente mouco, cheio de cera nos ouvidos. Ninguém o escutava. Como acontece ainda... nos dias de hoje. Ninguém faz questão de se tratar. Por isso... o consultório do Miguel Torga, em Coimbra, estava sempre às moscas! JCN

platero disse...

JCN

sempre a aprender consigo.
Não imaginava que Torga sido otorrino
laringologista
Com especialidade tão complicada de dizer não admira que o poeta não primasse pela abundância de clientes

veja que a palavra só por si se aproxima das 10 sílabas dos seus célebres sonetos

abraço

Paulo Borges disse...

Caro Platero, creio que bem pode ter a ver, mas não só...

Abraço

saudadesdofuturo disse...

Paulo,

É com grande sentido de escuta que leio os seus posts. Mas este, principalmente, diz-me muito. Seja em silêncio que o escute, quer seja no sentido em que o leia.
Este, hoje, reflecte-me como um espelho. Exactamente, coincidente.
Sem mais!

Abraço Paulo

Paulo Borges disse...

Saudades, assim (nos) reconhecêssemos sempre!...

Abraço amigo