O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


terça-feira, 10 de novembro de 2009

afirmação



não há limites para quem não se limita
o mundo é inteiro
a fratria não tem fronteiras
ser humano é ser total
Portugal é para além
dos reinados pequeninos
a afirmação paradoxal
da soltura que nada detém

6 comentários:

João de Castro Nunes disse...

A "fratria"... é com o Carlos Carranca, o poeta dos sítios... sem portas nem janelas. O dinheiro não deu para mais! JCN

Anaedera disse...

Somos nós?

Rui Miguel Félix disse...

A extensão que da fotografia se ultrapassa, é o que dela transvaza, e derrama, além confins da quadratura.

Belíssima fotografia Paulo!
Muito muito! :)

Abraço.

João de Castro Nunes disse...

Valha-nos... a fotografia! JCN

Paulo Borges disse...

É isso mesmo, Paulo! Acho que temos de fundamentar também filosoficamente esta nova ideia de Pátria, agora que os neoidentitários cerram fileiras para voltarem a erguer muros.

João de Castro Nunes disse...

NÃO TARDA MUITO QUE POR CAUSA DOS MUROS... ANDEMOS TODOS AO MURRO! JCN