O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A reflectir

Sinto, por vezes, que a minha luta é interior, uma luta comigo mesmo e, particularmente, contra as minhas emoções negativas, despertadas interior ou, por outro lado, exteriomente.

Como se o bem e o mal existissem dentro de mim e lutasse, quando contra essa negatividade luto, não contra o Demónio, entendido como uma figura exterior que, eventualmente, sobre mim age, mas contra os meus próprios demónios interiores - as emoções negativas.

Sinto, também, que é uma luta extenuante, esta do bem contra o mal, como se nela estivéssemos, corpo e mente, em constante purga, à medida que nos vamos imbuíndo daquilo que os cristãos denominam por Espírito Santo.

5 comentários:

João de Castro Nunes disse...

Que inferno, senhor Caminhante! Se cada um de nós tem um demónio por dentro... a desafiar-nos para a luta, imagine quantos demónios existem sobre a terra! Tudo à porrada! Já não falando naqueles nossos semelhantes que, em vez de um demónio, têm três ou quatro, como será o sintomático serralheiro dos óculos de arame! Sume-te, diabo! JCN

Caminhante disse...

Qual, então, a sua ideia sobre o assunto, caro JCN?

João de Castro Nunes disse...

A minha ideia, meu caro Caminhante, é não ter... ideia nenhuma! JCN

Caminhante disse...

Se assim o apraz.

João de Castro Nunes disse...

Nem apraz nem despraz: tanto me faz, com tanto que haja paz... por dentro e por fora. JCN