O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

As pátrias morrem às mãos dos que as defendem

6 comentários:

Paulo Borges disse...

Até acontece que os parteiros sejam os carrascos... Quanto mais os protectores!

João de Castro Nunes disse...

Simples frase... destituída de sentido, para mentecaptos se entreterem. Boa para Saramago! JCN

Damien disse...

Não tenho a completa certeza se a "defesa da pátria" seja a melhor ou sequer a única maneira de "defendê-la".

A questão que aqui se coloca é, creio, a de saber como pátria, nação, território, autonomia, independência e identidade se correlacionam e interagem.

E, até, se tal importe (saber)...!

João de Castro Nunes disse...

Nunca o sentimento de pátria esteve tão arraigadamente entranhado na consciência e no procedimentos das actuais populaões europeias, a começar pela ex-soviética Rússia... de Putin! Inquestionável. JCN

Damien disse...

Não estará, caro JCN, a "con-fundir" o "sentimento patriótico" com o "sentido da pátria"?

O sentimento é manipulável politicamente; o sentido, não.

João de Castro Nunes disse...

A meu ver, não há patriotismo... sem pátria, como não há luz sem sol nem chama sem vela, poeticamente falando. JCN