O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

defesa da filosofia

qualquer ferramenta é uma arma, se a usares certeiramente.

6 comentários:

Caminhante disse...

Não entendo onde está a defesa da filosofia. E bom seria que nenhuma ferramenta fosse uma arma, especialmente se a usássemos certeiramente.

Damien disse...

Qualquer coisa pode ser uma arma, seja ela para agredir, denegrir ou fazer progredir: conforme o seja, assim será ridícula, temível ou feitora do que a contradiz.

Filosofia pode ser uma espécie de manual do terrorista desastrado ou ser lente de contacto (fora de prazo) com o melhor dos mundos possível.

baal disse...

é deleuziano. o conceito como arma para criar um devir revolucionário (molecular). nem manual, nem lente, uma multiplicidade.

Joana Serrado disse...

ha certos livros de filosofia, especialmente teses, s efossem arremassados numa manifestação de estudantes ou trabalhadores, poderiam também eles, contribuir para uma revolução cultural.

Joana Serrado disse...

a minha so vai ter 200 paginas, nem dava para uma nódoa negra. Mas, claro, estou na teologia, talvez isso faça a difrença.
[Mas, claro Baal, concordo convosco. Aliás Deleuze ainda me tem de ajudar com o desejo das minhas místicas. E , aí, os teólogos é que me vão dar nódoas negras]

baal disse...

joana és benvinda à máquina desejante abstracta ou melhor dizendo ao plano de imanência.

damien lembro-me de 'terroristas'
desastrados mas não posso afirmar se estavam lá filósofos, na realidade uns estavam mascarados outros não. no fundo a vida é como os melões,só depois de abertos...