O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vislumbre

Monólogo/Diálogo Bíblia/Mahabharata

3 comentários:

João de Castro Nunes disse...

Que grande misturada! è como quem junta latim com sânscrito e velho-persa com anglo-saxónico! Tenham modos! JCN

Paulo Borges disse...

Seja bem vinda e não ligue às más disposições... Quer explicar melhor este vislumbre?

Damien disse...

Se bem entendi, o que aqui se quis dar em vislumbre é uma certa conotação e paralelismo entre o que há de guerra, combate, dimensão guerreira e sua nobreza, bem como a vileza e baixeza correlatas, que existem tanto escritura judaico-cristã como na hindu.

Quanto a mónólogo/diálogo.
Creio que, como em tudo o que é humano, sempre se pode estar e viver as coisas monologalmente ou dialogalmente: uma sempre aponta para a outra, se seja bem perseguida e prosseguida.

Gostei da subtileza da proposta, se bem a entendi.
Se a desentendi, entendi-a na mesma, ainda que desentendida mas não desatendidamente.