O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

saudade e horizonte



Somente a saudade pode abrir o horizonte enquanto o horizonte posibilita a saudade no seu destino verdadeiro.

(O horizonte como limite e limiar indispensável no caminho da saudade na via da libertação?)

1 comentário:

Paulo Borges disse...

A etimologia grega de horizonte remete para a visão e a saudade é porventura inerente a essa visão que aspira à experiência do trans-horizonte, que aspira a trans-ver...

E agora vou sair deste horizonte, até 2ª feira.

Podes escrever também em alemão, para treinar?