O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sábado, 12 de setembro de 2009

MINAS-NOVAS

São jóias de alto preço os meus sonetos
quer pela forma quer pelo sentido,
bem trabalhados, musicais, correctos,
muitíssimo agradáveis ao ouvido.

Usando termos do falar comum,
disponho-os de maneira harmoniosa,
seleccionando-os todos, um por um,
como se fossem pétalas de rosa.

Por isso a minha Poesia cheira
à flor do Lácio, afortunada e bela,
como alguém disse em terra brasileira.

Os versos com a minha assinatura,
ou seja, a minha pessoal chancela,
são minas-novas da literatura!


JOÃO DE CASTRO NUNES

1 comentário:

olivromorreu disse...

Estás... iluminado pelo Fogo do Espírito Santo! ;)

Agora a sério, os teus sonetos são muito aprazíveis ao... ouvido.

Parabéns.
Saúde!