O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A MINHA ARMA SECRETA

Meus versos são uma arma de arremesso
que vai direita ao alvo em linha recta;
são por assim dizer a arma secreta
de que disponho e que só eu conheço.

Comigo a levo para todo o lado
engatilhada e pronta a disparar,
bastando para o caso alguém tentar
aguilhoar meu génio... de mau grado.

Se há coisa com a qual eu não engraço
mas com a qual tropeço a cada passo
é desde logo... a mediocridade.

Sempre que exista uma oportunidade,
sem vacilar... atiro-lhe directo
um dardo ou seta... em forma de soneto!

JOÃO DE CASTRO NUNES

Coimbra, 23 de Setembro de 2009.

8 comentários:

Damien disse...

(Ainda vai esta, antes de me ir)

Achei o génio!!

("... para o caso alguém tentar
aguilhoar meu génio... de mau grado.")

Alguém sabe da lâmpada, para o enfiar lá, de novo?

João de Castro Nunes disse...

Isso... queria vossemecê! Mas. ó Evaristo, toma lá disto! JCN

João de Castro Nunes disse...

Vossemecê, ó senhor DAMIEN, não tem estatura... para mim: intelectualmente (?), não passa de um desajeitado malabarista de palavras... ocas. Uma pena! Gostava de ter um contendor... à minha altura: armas iguais! Ha-de surgir! JCN

Damien disse...

Alguém diz a esta depauperada e abrenunça criatura que sim, que pode surgir-lhe, alguém à altura, mas não um contendor?

Basta, para tanto, que o tal se olhe no espelho. Tem assim, desde logo, alguém à sua altura e estatura, intelectualmente e em outros óbvios advérbios de modo a preceito e pedido. Só não terá é um contendor.
Uma pena!

Eu, por mim, até preferia dar-lhe um contentor, mas talvez seja pedir "desmasiado" à boa vontade aqui dos beneméritos...

Seja como for, o tal até parece que está mesmo a querer "pôr-se a jeito", para acontecer-lhe aquilo de que se queixa haver-lhe acontecido já, pelo menos, uma vez: pois e não é que, nem assim, se contém nem enxerga?

Ele há com cada míope! Ainda se fosse eu, que estou aqui meio às escuras!!

P.S. Saiba tal aventasma que vou calar-me: fica o tal falando sozinho, que é como deve preferir passear o seu desmedido auto-convencimento.
Santa paciência!

Nem assim, nem doutra maneira é possível dialogar-se com o tal.

Olhe para si, homem, olhe para os nossos maiores, e veja na conta em que eles se tinham! E, porém...!!!

Como diz a Escritura: "quem se exalta, será humilhado; quem se humilha, será exaltado."

Até!

João de Castro Nunes disse...

Finalmente... tiraram-me a voz! Miseráveis! JCN

João de Castro Nunes disse...

Voltaram-ma a restituir. Até quando e em que condiões? A ver vamos. "Há que perder o medo de falar"! Quando faltam os argumentos... amodaça-se o contestatário! Para onde vamos, gente da SERPENTE?!... JCN

Damien disse...

O homem está completamente "histérico"! Pode?

Para quem se tem por alguma coisa, bem parece ser este o único palco para ser-lhe risota. Será?

Diz: "Até quando e em que condições? A ver vamos." Estará a negociar? A voz ou o pio? E ainda roça o semi-ameaço do "a ver vamos"? É de pasmar.
Há, por aqui, algum candidato a corar?

Invente a criatura, sei lá, um "speaker's corner" em Coimbra, nas margens do pobre mal cheiroso Mondego. Quem sabe, Camões não ressuscita mais cedo, só para "deliciar-se" com os acordes do bardo da "gaulesa" tribo lá da urbe e, assim, ir ainda a tempo de morrer de novo, antes que se acabem mundos e blogs.

A tudo isto, já sabemos, sobreviverá quem sabemos.
Ficamos todos mais "descansados".

(De volta eu, agora, para o meu "voto de silêncio")

João de Castro Nunes disse...

Que baixeza, meu rapaz, que baixeza! Dá-me nojo ter de responder-lhe adequadamente, porque já me lavei dos seus dejectos! Já estou voluntariamente fora... do pantanal. Ar puro e freco... para continuar com os meus sonetos à Campos de Figueiredo! Quem dera! JCN