O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Da profunda deslealdade humana

A música é Fragile, do álbum All is Violent, All is Bright, da banda post-rock irlandesa God is an Astronaut.



1 comentário:

Damien disse...

O homem, quando quer furtar-se ao enfrentar da sua cobardia, envia os animais à frente desta.

Mas quando quer mostrar que não é assim tão desumano, mostra-os à sua frente como se fossem brinquedos, a fazerem o que até um animal faz sem precisar, para nada, de ser humano.

Em ambos os casos, quem está sempre mais atrás é o humano: quem está sempre no seu lugar, o animal.

Muito grato, Laura.