O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Estado de Sítio

Estado de sítio
Submissão
Estado de sítio
Submissão

Olho à minha volta:
vejo um campo de concentração;
a minha existência
asfixia numa prisão

Estado de sítio
Submissão
Estado de sítio
Submissão

Não te quero ouvir.
Não te quero olhar.
Cada palavra que me dizes
é uma forma de me odiar

Estado de sítio
Submissão
Estado de sítio
Submissão

Ando-te a falar de agitação
Cada palavra que te digo é em vão!

Estado de sítio
Submissão
Estado de sítio
Submissão

Não me procures
Não me queiras falar
esta vida miserável
começa a saturar.

Letra: Paulo Borges/
Música: Zé Eduardo

fonte: minasarmadilhas@blogspot.com

26 comentários:

Fausta disse...
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Kunzang Dorje disse...

sim sim! eu acompanho-te.

Fausta disse...
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Rui Miguel Félix disse...

mééé...

Sorrisos e abraços!

saudadesdofuturo disse...

Minas, são minas! ... de oiro.

Tempo saudoso, Paulo, tempo de revolta e inocência!

(um sorriso)

Paulo Borges disse...

As Minas que me vão escavar!... Ópera da melhor!

Só tenho saudades do presente
sempre revoltado e inocente

Rima... Será um nova letra?

Rui Miguel Félix disse...

O inocente presente, revoltado, sempre!

:)

João de Castro Nunes disse...

Ópera... ou opereta?!... JCN

platero disse...

Onde se pode ouvir?
Não consegui ligação para minasarmadilhas

abraço

Fausta disse...
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Fausta disse...
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Fausta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fausta disse...
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Fausta disse...
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Fausta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fausta disse...
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Fausta disse...
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Fausta disse...
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Fausta disse...
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Julio Teixeira disse...

Também é uma canção.
com melodia em ritmo
de MPB


Solfejar...

Onde quer que eu vá, eu vou...
Nem mais pobre nem mais rico
Onde quer que eu vá, eu sou...
O que sou se vou ou fico.

Onde quer que eu vá, eu vou...
Que esse ir é o meu destino
Que me faz ser o que sou...
Com acerto e desatino.

Mas não há como ficar
De boca aberta à espera
Que do céu caia o Manah
Numa chuva de quimeras.

Não,não há como ficar
A ver o tempo a correr
Que depressa a passar
Que nem para pra se ver...

E a tudo anda a levar
Ao porto onde vai morrer...

Fausta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
baal disse...

outra:
se te falta a sopa para o prato
como é que pensas viver?
se o patrão não te dá trabalho
o que é que pensas fazer?

na unidade é que eu pego
para virar o bico ao prego

milhares de trabalhadores
são a força que tu fores
anda para a luta comigo
agúas paradas não movem moinhos.

j mário branco música para a peça 'a mãe' de brecht (que vi há tantos anos mas da qual recordo esta parte de canção, que é quase assim.)

á luta

Coelacanto provoca maremoto disse...

MRPP! MRPP!

baal disse...

que confusão o mrpp era da cia e agora estão todos na europa (barroso)e nos partidos capitalista/fascistas (psd/ps).
o jmb era da udp(actual be, que até me parece a tua linha).

saudadesdofuturo disse...

Bela e rápida análise, Baal.

à luta!

Fausta:
A cantiga é uma arma. Podes cantar essa "ópera". Acho.

Julio Teixeira disse...

Então, já que se canta...

Esta bem antiga foi criada durante a passagem trágica desse Astro.

LENON//

“O sonho não acabou”
Terra, fogo, céu e mar,
Quero saber quem eu sou
Em que águas, navegar...

Por tudo quanto eu venho
Ainda sem encontrar
Quero saber qual engenho
E ao que tenho pra levar...

Por não saber onde estava
Alto ousar entender
Por que sem dever pagava
A quem não tinha a receber.

E ao expulsar-me de mim
Tudo pra mim vi fingir
Sem saber para que fim
Vai tanta gente a mentir...

Hei!! Lenon não acabou...
Ainda há um sonhar
Mesmo a você que outro voo
Anda agora a voar...

Tudo agora começou
Acabou de aqui chegar,
Mal a água se assentou
Por sobre o leito do mar

Hei!! Lenon não acabou....
Ainda há um sonhar
O fogo não o queimou
Nem vai a água apagar...