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quarta-feira, 3 de março de 2010
para acabar com o capitalismo(criar na prática)
'...obviamente, é difícil, angustiante, mas também muito vivo. porque alguma coisa está em vias de ser criada, com todas as confusões e os sofrimentos de uma criação prática.gd
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
com a filosofia resisti para lutar
'o sofrimento sempre renovado dos homens o seu protesto recriado, a sua luta sempre renovada. tudo seria vão porque o sofrimento é eterno, e as revoluções não sobrevivem às suas vitórias. mas o sucesso de uma revolução só reside nela própria, precisamente nas vibrações, nos enlaces, na abertura que deu aos homens no momento em que se fazia.'
gd
gd
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
o deus palhaço iv
estou a cumprir a rota das ditaduras. agora vou à china. mas de tudo o que percebi. ficou-me uma realidade. pode não existir liberdade mas existe justiça. no capitalismo matam-nos com drogas, nos países revolucionários criam-nos como homens.
viva a revolução.
(platero os donos do petróleo não mandam na justiça).
viva a revolução.
(platero os donos do petróleo não mandam na justiça).
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Estado de Sítio
Estado de sítio
Submissão
Estado de sítio
Submissão
Olho à minha volta:
vejo um campo de concentração;
a minha existência
asfixia numa prisão
Estado de sítio
Submissão
Estado de sítio
Submissão
Não te quero ouvir.
Não te quero olhar.
Cada palavra que me dizes
é uma forma de me odiar
Estado de sítio
Submissão
Estado de sítio
Submissão
Ando-te a falar de agitação
Cada palavra que te digo é em vão!
Estado de sítio
Submissão
Estado de sítio
Submissão
Não me procures
Não me queiras falar
esta vida miserável
começa a saturar.
Letra: Paulo Borges/
Música: Zé Eduardo
fonte: minasarmadilhas@blogspot.com
Submissão
Estado de sítio
Submissão
Olho à minha volta:
vejo um campo de concentração;
a minha existência
asfixia numa prisão
Estado de sítio
Submissão
Estado de sítio
Submissão
Não te quero ouvir.
Não te quero olhar.
Cada palavra que me dizes
é uma forma de me odiar
Estado de sítio
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Estado de sítio
Submissão
Ando-te a falar de agitação
Cada palavra que te digo é em vão!
Estado de sítio
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Não me procures
Não me queiras falar
esta vida miserável
começa a saturar.
Letra: Paulo Borges/
Música: Zé Eduardo
fonte: minasarmadilhas@blogspot.com
sábado, 21 de novembro de 2009
cidadania
'de acordo com a fórmula ao mesmo tempo tão conhecida e tão enigmática de aristóteles na sua política, livro 1, 1253a (é evidente, diz então aristóteles, que a polis parte da natureza (tôn physei) e que o homem é por natureza um vivente político (kai oti anthropos phsei politikon zôon)...
...
o que marca bem que a politicidade, que o ser político do vivente chamado homem é um meio entre estes dois outros que são a besta e o deus, que, cada um à sua maneira seriam apolíticos'
j. derrida
...
o que marca bem que a politicidade, que o ser político do vivente chamado homem é um meio entre estes dois outros que são a besta e o deus, que, cada um à sua maneira seriam apolíticos'
j. derrida
sábado, 7 de novembro de 2009
vinte anos é muito tempo
há vinte anos caiu o muro de berlim para quando a queda do capitalismo?
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Lembrando-me de Baal: "O mais belo espectáculo de horror somos nós" - António José Fortes
Já não há tempo para confusões - a Revolução é um momento, o revolucionário todos os momentos.
Não se pode confundir o amor a uma causa, a uma pátria, com o Amor.
Não se pode confundir a adesão a tipos étnicos com o amor ao homem e à liberdade. NÃO SE PODE CONFUNDIR! Quem ama a terra natal fica na terra natal; quem gosta do folclore não vem para a cidade. Ser pobre não é condição para se ganhar o céu ou o inferno. Não estar morto não quer forçosamente dizer que se esteja vivo, como não escrever não equivale sempre a ser analfabeto. Há mortos nas sepulturas muito mais presentes na vida do que se julga e gente que nunca escreveu uma linha que fez mais pela palavra que toda uma geração de escritores.
A acção poética implica: para com o amor uma atitude apaixonada, para com a amizade uma atitude intransigente, para com a Revolução uma atitude pessimista, para com a sociedade uma atitude ameaçadora. As visões poéticas são autónomas, a sua comunicação esotérica.
António José Forte, "Uma faca nos dentes"
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
demissão
todo o homem nascido na escravatura nasce para a escravatura. nada é mais certo. os escravos perdem tudo no seu cativeiro, até o desejo de dele saírem, gostam da sua servidão tal como os companheiros de ulisses gostavam do seu embrutecimento. se há então escravos por natureza é porque houve escravos contra natura. a força fez os primeiros escravos.
j. j. Rousseau
a luta revolucionária construirá os primeiros homens livres.
j. j. Rousseau
a luta revolucionária construirá os primeiros homens livres.
domingo, 13 de setembro de 2009
A Revolução ao Domingo
Acreditei em ti Revolução mesmo
em Setembro quando o Outono é
já frio e as folhas caem
devagar
acreditei
mesmo quando passeando nas ruas acizentadas
as luzes enfraqueciam no amortecer
da paisagem e
o lusco fusco esmorecia
os contornos da desilusão
acreditei
mesmo quando a ideologia dominante apregoava
as vantagens do equilíbrio social
acreditei
para além do consenso
a luta e
esta não é
bom senso
e para além do consenso
a coragem
e
regressando
no anoitecer da solidão
mesmo assim a vida vive o
seu desejo próprio de
viver
sem horas certas sem
tempo marcado
como um grande navio
deitado no largo
do nosso espaço
Português também
acreditei
e assim a Revolução é
combate ideológico mesmo
na paisagem entristecida dum domingo
com a Televisão a
dar
o Telejornal
e
a Terra girando rumo
ao universal eterno fluir
da mudança
vento de esperança
na interioridade que és
tu
Revolução
acreditei
Graça Patrão, Diálogo com o Ser, Edições Minervacoimbra, Coimbra, 2008, pp.48-49
em Setembro quando o Outono é
já frio e as folhas caem
devagar
acreditei
mesmo quando passeando nas ruas acizentadas
as luzes enfraqueciam no amortecer
da paisagem e
o lusco fusco esmorecia
os contornos da desilusão
acreditei
mesmo quando a ideologia dominante apregoava
as vantagens do equilíbrio social
acreditei
para além do consenso
a luta e
esta não é
bom senso
e para além do consenso
a coragem
e
regressando
no anoitecer da solidão
mesmo assim a vida vive o
seu desejo próprio de
viver
sem horas certas sem
tempo marcado
como um grande navio
deitado no largo
do nosso espaço
Português também
acreditei
e assim a Revolução é
combate ideológico mesmo
na paisagem entristecida dum domingo
com a Televisão a
dar
o Telejornal
e
a Terra girando rumo
ao universal eterno fluir
da mudança
vento de esperança
na interioridade que és
tu
Revolução
acreditei
Graça Patrão, Diálogo com o Ser, Edições Minervacoimbra, Coimbra, 2008, pp.48-49
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
libertação
o espantoso não é que pessoas roubem, que outras façam greve, mas antes que os famintos não roubem sempre e que os explorados não façam sempre greve.
sábado, 15 de agosto de 2009
Uma nova civilização
"Não se trata pois de encontrar "soluções" para certos "problemas", mas de visar uma alternativa global ao estado de coisas existente, uma nova civilização, um modo de vida outro, que não seria a negação abstracta da modernidade, mas a sua "sobresumpção" (Aufhebung), a sua negação determinada, a conservação das suas melhores aquisições e a sua superação rumo a uma forma superior da cultura - uma forma que restituiria à sociedade certas qualidades humanas destruídas pela civilização burguesa industrial. Isto não significa um regresso ao passado, mas um desvio pelo passado, em direcção a um novo futuro, desvio que permite ao espírito humano tomar consciência de toda a riqueza cultural, de toda a vitalidade social que foram sacrificadas pelo processo histórico desencadeado pela revolução industrial e procurar os meios de as fazer reviver. Não se trata pois de querer "abolir" o maquinismo e a tecnologia, mas de os submeter a uma outra lógica social - isto é, de os transformar, reestruturar e planificar em função de critérios que não são os da circulação das mercadorias: a reflexão socialista autogestionária sobre a democracia económica e a dos ecologistas sobre as novas tecnologias alternativas - como a geotermia e a energia solar - são primeiros passos nesta direcção. Mas são objectivos que exigem uma transformação revolucionária do conjunto das estruturas socio-económicas e político-militares actuais"
- Michael Löwy / Robert Sayre, Révolte et mélancolie. Le romantisme à contre-courant de la modernité, Paris, Payot, 1992, pp.301-302.
- Michael Löwy / Robert Sayre, Révolte et mélancolie. Le romantisme à contre-courant de la modernité, Paris, Payot, 1992, pp.301-302.
domingo, 9 de agosto de 2009
Da revolução como "tradição mais profunda"
"Uma revolução é um apelo de uma tradição menos perfeita a uma tradição mais perfeita, um apelo de uma tradição menos profunda a uma tradição mais profunda, um recuo de tradição, uma ultrapassagem em profundidade; uma busca em fontes mais profundas; no sentido literal, uma refontalização...No fundo uma revolução não é uma revolução plena a não ser que seja uma mais plena tradição, uma mais plena conservação, uma tradição anterior, mais profunda, mais verdadeira, mais antiga, e assim mais eterna"
- Charles Péguy, Oeuvres en Prose, 1, Paris, La Pléiade, 1968, pp.1377-1378.
- Charles Péguy, Oeuvres en Prose, 1, Paris, La Pléiade, 1968, pp.1377-1378.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
tempos dificeis
um grito 'antigo', para os tempos actuais
8.
a vida social é essencialmente prática. todos os mistérios que empurram a teoria para o misticismo encontram a sua solução racional na práxis humana e no conceber desta práxis.
11.
os filósofos interpretam o mundo de diversas maneiras; a questão, porém, trata-se de o transformar.
karl marx,teses sobre feuerbach,1845
8.
a vida social é essencialmente prática. todos os mistérios que empurram a teoria para o misticismo encontram a sua solução racional na práxis humana e no conceber desta práxis.
11.
os filósofos interpretam o mundo de diversas maneiras; a questão, porém, trata-se de o transformar.
karl marx,teses sobre feuerbach,1845
terça-feira, 2 de junho de 2009
belavista III
a produção de distinções é intrínseca à soberania. A distinção originária que institui o dentro e o fora, o normal e a excepção,mesmo que o oposto do normal seja o estado de natureza, o amigo-inimigo, persiste na medida em que o espaço para exercer a violência diminui, normalizado pela demanda dos individuos. A soberania trabalha também com zonas distintas, como agamben indicou com a figura do homo sacer, aquele que não pertence à dualidade do amigo e inimigo, despido do reconhecimento é igualmente afectado pelo poder soberano, um exemplo próximo são os refugiados, os nómadas, aqueles que pertencem a zonas sem estado
segunda-feira, 25 de maio de 2009
praxis
.da existência
o medo cerca-nos esse medo tem um nome, biopoder. o estado actualizou os tentáculos 'polvolares' que asfixiavam sartre.
.da necessidade
a revolta quotidiana é a unica solução. é emergente fazer da atitude diária uma práxis revolucionária
o medo cerca-nos esse medo tem um nome, biopoder. o estado actualizou os tentáculos 'polvolares' que asfixiavam sartre.
.da necessidade
a revolta quotidiana é a unica solução. é emergente fazer da atitude diária uma práxis revolucionária
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Lusofonia, o desafio da Viagem, a verdadeira Revolução
Excerto do "Diálogo Inacabado", de Maria Beatriz Serpa Branco
Recordar um amigo é como contemplar uma paisagem que guardamos viva, para lá do ilusório tempo da memória.
Nessa paisagem, Vergílio Ferreira aparece como um companheiro de viagem: a viagem de Édipo que como todo o ser humano repetimos, quando aceitamos enfrentar o desafio da Esfinge, relativamente à nossa condição.
Tal como Édipo, escutávamos a questão posta pela Esfinge. Mas, diferentemente dele, não tínhamos a resposta, segregada por certo pelos deuses, para que se cumprisse um destino já traçado. Restava-nos tactear no escuro, onde o diálogo por vezes iluminava as sombras...
Uma das mais gratas e comoventes recordações que guardo de Vergílio Ferreira é a seriedade do seu desejo de encontrar um Real mais profundo, que pressentia para além da superficialidade em que geralmente gastamos e destruímos as nossas vidas. E igualmente comovente para mim era a sua angústia velada perante um «espelho» que lhe não mostrava o Real que procurava, e em que parecia não ser capaz de penetrar."
[...]
O Vergílio gostava de repensar connosco algumas das modernas correntes do pensamento Ocidental. As minhas propostas de reflexão eram menos abstractas e mais vivenciais. Estavam sobretudo ligadas a uma Filosofia a que Aldous Huxley deu o nome, hoje consagrado de Filosofia Perene - uma sageza intemporal perpetuada quase sempre anonimamente por homens e mulheres em vários lugares da Terra e representada, por exemplo, por notáveis filósofos gregos (Pitágoras, Sócrates, Platão e outros), pela antiquíssima sageza conhecida como Theo-Sophia, por sages e místicos, ditos budistas, tauistas, hinduístas, judeus, cristãos, muçulmanos, etc, mas todos libertos de fronteiras, de dogmas e credos separando os homens.
Uma sageza - ensinamento nascido do autoconhecimento e da afeição - procurando libertar os seres humanos da ignorância de si mesmos que os acorrenta ao sofrimento.
Nos nossos dias, essa sageza adquire uma expressão particular com o filósofo-educador J. Krishnamurti, a cujo ensinamento Aldous Huxley se refere como «o que de mais impressionante já ouvi». E Henry Miller convida-nos também a «escutar» Krishnamurti, considerando-o como «um mestre da realidade».
Não só escritores e intelectuais de renome, mas também cientistas eminentes chamam a atenção para esta nova expressão, completamente independente e original, da Filosofia Perene, interessando-se vivamente pela investigação na consciência, realizada por Krishnamurti. Uma investigação que vai à raiz dos problemas humanos - a mente do homem. Uma mente com potencialidades imensas mas que está aprisionada numa rede de condicionamentos socioculturais que a tornam mecânica, insensibilizada, deformada - pelo hábito, o egoísmo, os preconceitos raciais, nacionalistas, etc. - o que causa enormes sofrimentos, miséria extrema, conflitos cada vez mais destruidores.
Daí a necessidade de uma revolução psicológica radical pelo autoconhecimento que, libertando a mente, a pode levar a funcionar numa dimensão totalmente diferente.
O físico Fritjof Capra, um dos cientistas interessados nesta pesquisa, diz: «Não posso deixar de reconhecer a influência decisiva que o ensinamento de Krishnamurti exerceu sobre mim». E outro desses cientistas, David Bohm, um dos grandes inovadores da Física moderna, salienta: «A obra de Krishnamurti está permeada por aquilo a que se pode chamar a essência da abordagem científica, quando esta é considerada na sua forma mais elevada e pura (...) A Proposta fundamental que ele apresenta é que todo o sofrimento e a enorme infelicidade que vemos existir por toda a parte têm a sua raiz num facto: a ignorância que temos de nós mesmos, da natureza dos nossos próprios processos de pensar».
A minha própria constatação desta realidade era a base da reflexão que gostava sempre de intriduzir no diálogo com o Vergílio, em face das sombras que frequentemente lhe habitavam o olhar. Sombras a que por vezes chamava de «dissonâncias» [...]
Devido à presença dessas sombras e para aprofundar a nossa reflexão no sentido de um percurso que poderia ser libertador, já alguns anos antes dos nossos últimos diálogos, lhe tinha dado para ler um livro de Krishnamurti - talvez A Primeira e Última Liberdade ou Libertar-se do Conhecido (no original, respectivamente, The First and Last Freedom e Freedom from the Known).
Era um proposta de uma surpreendente viagem interior, fora dos habituais padrões de pensamento em relação a nós mesmos. Uma viagem desafiando-nos à descoberta de uma nova dimensão da consciência, abandonando o fardo do passado, a «segurança» do conhecimento acumulado.
Mas o Vergílio, nesse tempo, estava ainda muito reticente à viagem. Ainda muito preso ao «conhecido», achou o livro tão fora dos trajectos de pensamento a que estava habituado e por isso tão «incómodo», que mo devolveu pouco depois, sem lhe ter dado verdadeira atenção. Sentia-se mais seguro preso às sombras, que lhe eram bem mais familiares...
Mas o desafio à viagem , pela qual, no fundo de si mesmo ansiava, estava apenas adiado... E abriu caminho por onde menos se poderá esperar...
Num dos nossos últimos encontros de Verão, fui encontrar o Vergílio e a Regina muito interessados em leituras sobre a Física moderna. Cientistas bem conhecidos como Jean Charon, Olivier Beauregard, além de Fritjof Capra, David Bohm e outros tinham considerado importante conceder entrevistas e escrever livros para o público interessado, informando sobre os novos horizontes da Física contemporânea.
Tratava-se de um assunto que também me era muito grato. Nesse Verão, eu tinha acabado de regressar de umas visitas que costumava fazer a uma das Escolas experimentais fundadas por Krishnamurti e também de conhecer o físico David Bohm (nessa altura Professor na Universidade de Londres).
Vários cientistas conhecidos participavam com Krishnamurti em seminários nessa Escola, altamente interessados na inovadora investigação na consciência que ele realizava. Além de físicos como David Bohm e Fritjof Capra, estavam presentes nesses seminários cientistas de renome como Rupert Sheldrake, Karl Pribam, Maurice Willkins, Jonas Salk (o criador da vacina contra a poliomielite) e outros.
Como eu regressara havia pouco tempo dessa Escola, o Vergílio mostrou muito interesse em saber algo sobre os seminários.
Os cientistas que procuravam Krishnamurti apreciavam muito o seu desafio à investigação e à descoberta.
Quer falasse para cientistas e intelectuais quer para o «homem comum», Krishnamurti abordava sempre com a mesma profunda simplicidade, a necessidade e também a dinâmica da transformação da mente - uma transformação que poderá trazer a urgente transformação da sociedade: porque a sociedade somos nós.
Dado que esse problema e a sua solução estão em nós, ele suscitava a autodescoberta, pondo-nos em face de nós mesmos, observando connosco a nossa realidade quotidiana: o sofrimento e o prazer, o conflito, o ciúme, o medo, a ambição, etc... E convidava-nos a olharmo-nos no espelho do nosso relacionamento (com as pessoas, com a Natureza, as coisas e as ideias) para que encontremos, por nós mesmos, uma compreensão do que realmente somos. Os cientistas estavam também particularmente interessados na pesquisa que ele fazia sobre a natureza do pensamento e seus limites - o que introduz o problema de descobrir se haverá algo para além dos limitados perímetros do pensamento e da linguagem. E aqui era particularmente relevante a investigação sobre a acção da inteligência e do insight (a percepção imediata e holística) na mutação da mente humana.
A intensidade desta pesquisa propiciava um percebimento do sentido da vida e da morte, da profundidade do silêncio, da meditação, da beleza, do Amor.
O Vergílio mostrou-se verdadeiramente tocado pela profundidade desta abordagem e também pelo interesse que os cientistas tinham por ela. Apercebia-se da grande convergência desta investigação com as suas leituras sobre a Física moderna.
Os cientistas que participavam nestes seminários com Krishnamurti caracterizavam-se, tal como ele, por uma visão holística. Assim, para eles, a compreensão do funcionamento da mente do homem é considerada indispensável para o estudo e a compreensão do Universo, dado que a mente é o «instrumento» fundamental para esse estudo e essa compreensão.
O físico Fritjof Capra diz-nos: «O físico, penetrando em estratos cada vez mais fundos da matéria, toma consciência da unidade essencial de todos os fenómenos e acontecimentos (...) aprende que ele próprio e a sua consciência são uma parte integrante desta Unidade».
Outros físicos, como Olivier Beauregard e Jean Charon mostram também que a Física mais avançada está em nítida convergência com as propostas da antiga Sageza, ao considerar o Universo, nas palavras de um deles, «uma totalidade orgânica, formando uma espécie de corpo cósmico que não é senão o nosso corpo, cuja realidade mais profunda, essencial, é de natureza espiritual». E talvez essa Realidade essencial, além de tudo, seja «o Intemporal», «o Imenso», a que alguns chamam Deus...
Apronfundámos assim a nossa reflexão sobre a Filosofia Perene que aponta para a Unidade de toda a Vida, considerando cada ser humano uma parte inseparável dessa Totalidade. Daí a percepção do carácter ilusório de um «eu» separado do resto do Universo. E, desta ilusão, desta ignorância da nossa verdadeira natureza, nasce a sensação e a angústia do isolamento, o egoísmo, o conflito, o medo, o sofrimento do homem.
Urgente se mostra portanto uma libertação da consciência, pela compreensão do que realmente somos e da nossa relação com o mundo.
Da necessidade dessa libertação se ia apercebendo o Vergílio. A sua sensibilidade acolhia agora menos hesitantemente o desafio proposto pela Filosofia Perene. Compreendia que não se tratava de um sistema de pensamento ou de crença, mas de um verdadeiro aprofundamento da consciência. Via também que a nossa pesquisa, com os dados científicos de que tínhamos conhecimento, poderia ser libertadora, dando-lhe pistas em relação às suas dúvidas e inquietações. E acima de tudo respondia à sua sede de transcendência, desbloqueando finalmente uma vivência nova, uma inocência reencontrada muito depois da infância... Aproximava-o da desejada passagem para lá do «espelho», que lhe mostrava apenas o lado de fora desta realidade - um conhecimento dos olhos que precisa de fundir-se com a sageza do coração...
E assim, naquela tarde, a última em que nos encontrámos, vimos no nosso amigo, num sorriso breve, quase feliz, uma aceitação de um outro norte, um abandonar das velhas conclusões que não traziam afinal qualquer resposta aos seus fundos problemas.
E não pude deixar de lhe dizer, saudando essa clareira na sua floresta de sombras, mas lamentando também o retardar da tranquilidade possível:
- Oh Vergílio, tudo afinal tão próximo da compreensão procurada... Se tivesse aceitado mais cedo o desafio da viagem, teria podido evitar tanta amargura, tanta inquietação...
E ele respondeu, com um sorriso entre humilde e afectuoso:
- Então eu não me posso enganar?...
Todos ficámos em silêncio.
O aroma dos pinheiros permeava a casa. Lá fora o Sol esmorecia...
Senti como que um halo de quietude a envolver-nos a todos.
Naquele reconhecimento do «engano» havia já uma viragem, uma promessa de aprofundamento do diálogo, numa abertura a novas «descobertas».
Mas o diálogo iria para sempre ficar inacabado... E não haveria mais necessidade de interrogações e de respostas...
Uma leve brisa, entrando pela janela entreaberta, trazia o som dos longes, afinal tão perto... Tão perto como a vida, tão perto como a morte, tão perto como o Amor.
E o pensamento, naturalmente aquietado, abria espaço a uma profundidade que desconhecíamos...
Nesse estado meditativo, desperto, nesse silêncio do pensamento e das palavras, todos nos sentíamos mais próximos...
Quando nos levantámos para nos despedir, podíamos sentir no amigo uma paz nova sublinhando o olhar...
Já com sérios problemas de saúde, a ideia da morte parecia não o atormentar. A ponto de, como diz a nossa amiga Regina, «ele se ter deixado morrer com um sorriso de verdadeira beatitude»...
Depois... só o Silêncio - que em nós fica habitando, além da onda regressada ao Mar...
in, In Memoriam de Vergílio Ferreira, Maria Joaquina Nobre Júlio (org.), Lisboa, Bertrand, 2003.
Recordar um amigo é como contemplar uma paisagem que guardamos viva, para lá do ilusório tempo da memória.
Nessa paisagem, Vergílio Ferreira aparece como um companheiro de viagem: a viagem de Édipo que como todo o ser humano repetimos, quando aceitamos enfrentar o desafio da Esfinge, relativamente à nossa condição.
Tal como Édipo, escutávamos a questão posta pela Esfinge. Mas, diferentemente dele, não tínhamos a resposta, segregada por certo pelos deuses, para que se cumprisse um destino já traçado. Restava-nos tactear no escuro, onde o diálogo por vezes iluminava as sombras...
Uma das mais gratas e comoventes recordações que guardo de Vergílio Ferreira é a seriedade do seu desejo de encontrar um Real mais profundo, que pressentia para além da superficialidade em que geralmente gastamos e destruímos as nossas vidas. E igualmente comovente para mim era a sua angústia velada perante um «espelho» que lhe não mostrava o Real que procurava, e em que parecia não ser capaz de penetrar."
[...]
O Vergílio gostava de repensar connosco algumas das modernas correntes do pensamento Ocidental. As minhas propostas de reflexão eram menos abstractas e mais vivenciais. Estavam sobretudo ligadas a uma Filosofia a que Aldous Huxley deu o nome, hoje consagrado de Filosofia Perene - uma sageza intemporal perpetuada quase sempre anonimamente por homens e mulheres em vários lugares da Terra e representada, por exemplo, por notáveis filósofos gregos (Pitágoras, Sócrates, Platão e outros), pela antiquíssima sageza conhecida como Theo-Sophia, por sages e místicos, ditos budistas, tauistas, hinduístas, judeus, cristãos, muçulmanos, etc, mas todos libertos de fronteiras, de dogmas e credos separando os homens.
Uma sageza - ensinamento nascido do autoconhecimento e da afeição - procurando libertar os seres humanos da ignorância de si mesmos que os acorrenta ao sofrimento.
Nos nossos dias, essa sageza adquire uma expressão particular com o filósofo-educador J. Krishnamurti, a cujo ensinamento Aldous Huxley se refere como «o que de mais impressionante já ouvi». E Henry Miller convida-nos também a «escutar» Krishnamurti, considerando-o como «um mestre da realidade».
Não só escritores e intelectuais de renome, mas também cientistas eminentes chamam a atenção para esta nova expressão, completamente independente e original, da Filosofia Perene, interessando-se vivamente pela investigação na consciência, realizada por Krishnamurti. Uma investigação que vai à raiz dos problemas humanos - a mente do homem. Uma mente com potencialidades imensas mas que está aprisionada numa rede de condicionamentos socioculturais que a tornam mecânica, insensibilizada, deformada - pelo hábito, o egoísmo, os preconceitos raciais, nacionalistas, etc. - o que causa enormes sofrimentos, miséria extrema, conflitos cada vez mais destruidores.
Daí a necessidade de uma revolução psicológica radical pelo autoconhecimento que, libertando a mente, a pode levar a funcionar numa dimensão totalmente diferente.
O físico Fritjof Capra, um dos cientistas interessados nesta pesquisa, diz: «Não posso deixar de reconhecer a influência decisiva que o ensinamento de Krishnamurti exerceu sobre mim». E outro desses cientistas, David Bohm, um dos grandes inovadores da Física moderna, salienta: «A obra de Krishnamurti está permeada por aquilo a que se pode chamar a essência da abordagem científica, quando esta é considerada na sua forma mais elevada e pura (...) A Proposta fundamental que ele apresenta é que todo o sofrimento e a enorme infelicidade que vemos existir por toda a parte têm a sua raiz num facto: a ignorância que temos de nós mesmos, da natureza dos nossos próprios processos de pensar».
A minha própria constatação desta realidade era a base da reflexão que gostava sempre de intriduzir no diálogo com o Vergílio, em face das sombras que frequentemente lhe habitavam o olhar. Sombras a que por vezes chamava de «dissonâncias» [...]
Devido à presença dessas sombras e para aprofundar a nossa reflexão no sentido de um percurso que poderia ser libertador, já alguns anos antes dos nossos últimos diálogos, lhe tinha dado para ler um livro de Krishnamurti - talvez A Primeira e Última Liberdade ou Libertar-se do Conhecido (no original, respectivamente, The First and Last Freedom e Freedom from the Known).
Era um proposta de uma surpreendente viagem interior, fora dos habituais padrões de pensamento em relação a nós mesmos. Uma viagem desafiando-nos à descoberta de uma nova dimensão da consciência, abandonando o fardo do passado, a «segurança» do conhecimento acumulado.
Mas o Vergílio, nesse tempo, estava ainda muito reticente à viagem. Ainda muito preso ao «conhecido», achou o livro tão fora dos trajectos de pensamento a que estava habituado e por isso tão «incómodo», que mo devolveu pouco depois, sem lhe ter dado verdadeira atenção. Sentia-se mais seguro preso às sombras, que lhe eram bem mais familiares...
Mas o desafio à viagem , pela qual, no fundo de si mesmo ansiava, estava apenas adiado... E abriu caminho por onde menos se poderá esperar...
Num dos nossos últimos encontros de Verão, fui encontrar o Vergílio e a Regina muito interessados em leituras sobre a Física moderna. Cientistas bem conhecidos como Jean Charon, Olivier Beauregard, além de Fritjof Capra, David Bohm e outros tinham considerado importante conceder entrevistas e escrever livros para o público interessado, informando sobre os novos horizontes da Física contemporânea.
Tratava-se de um assunto que também me era muito grato. Nesse Verão, eu tinha acabado de regressar de umas visitas que costumava fazer a uma das Escolas experimentais fundadas por Krishnamurti e também de conhecer o físico David Bohm (nessa altura Professor na Universidade de Londres).
Vários cientistas conhecidos participavam com Krishnamurti em seminários nessa Escola, altamente interessados na inovadora investigação na consciência que ele realizava. Além de físicos como David Bohm e Fritjof Capra, estavam presentes nesses seminários cientistas de renome como Rupert Sheldrake, Karl Pribam, Maurice Willkins, Jonas Salk (o criador da vacina contra a poliomielite) e outros.
Como eu regressara havia pouco tempo dessa Escola, o Vergílio mostrou muito interesse em saber algo sobre os seminários.
Os cientistas que procuravam Krishnamurti apreciavam muito o seu desafio à investigação e à descoberta.
Quer falasse para cientistas e intelectuais quer para o «homem comum», Krishnamurti abordava sempre com a mesma profunda simplicidade, a necessidade e também a dinâmica da transformação da mente - uma transformação que poderá trazer a urgente transformação da sociedade: porque a sociedade somos nós.
Dado que esse problema e a sua solução estão em nós, ele suscitava a autodescoberta, pondo-nos em face de nós mesmos, observando connosco a nossa realidade quotidiana: o sofrimento e o prazer, o conflito, o ciúme, o medo, a ambição, etc... E convidava-nos a olharmo-nos no espelho do nosso relacionamento (com as pessoas, com a Natureza, as coisas e as ideias) para que encontremos, por nós mesmos, uma compreensão do que realmente somos. Os cientistas estavam também particularmente interessados na pesquisa que ele fazia sobre a natureza do pensamento e seus limites - o que introduz o problema de descobrir se haverá algo para além dos limitados perímetros do pensamento e da linguagem. E aqui era particularmente relevante a investigação sobre a acção da inteligência e do insight (a percepção imediata e holística) na mutação da mente humana.
A intensidade desta pesquisa propiciava um percebimento do sentido da vida e da morte, da profundidade do silêncio, da meditação, da beleza, do Amor.
O Vergílio mostrou-se verdadeiramente tocado pela profundidade desta abordagem e também pelo interesse que os cientistas tinham por ela. Apercebia-se da grande convergência desta investigação com as suas leituras sobre a Física moderna.
Os cientistas que participavam nestes seminários com Krishnamurti caracterizavam-se, tal como ele, por uma visão holística. Assim, para eles, a compreensão do funcionamento da mente do homem é considerada indispensável para o estudo e a compreensão do Universo, dado que a mente é o «instrumento» fundamental para esse estudo e essa compreensão.
O físico Fritjof Capra diz-nos: «O físico, penetrando em estratos cada vez mais fundos da matéria, toma consciência da unidade essencial de todos os fenómenos e acontecimentos (...) aprende que ele próprio e a sua consciência são uma parte integrante desta Unidade».
Outros físicos, como Olivier Beauregard e Jean Charon mostram também que a Física mais avançada está em nítida convergência com as propostas da antiga Sageza, ao considerar o Universo, nas palavras de um deles, «uma totalidade orgânica, formando uma espécie de corpo cósmico que não é senão o nosso corpo, cuja realidade mais profunda, essencial, é de natureza espiritual». E talvez essa Realidade essencial, além de tudo, seja «o Intemporal», «o Imenso», a que alguns chamam Deus...
Apronfundámos assim a nossa reflexão sobre a Filosofia Perene que aponta para a Unidade de toda a Vida, considerando cada ser humano uma parte inseparável dessa Totalidade. Daí a percepção do carácter ilusório de um «eu» separado do resto do Universo. E, desta ilusão, desta ignorância da nossa verdadeira natureza, nasce a sensação e a angústia do isolamento, o egoísmo, o conflito, o medo, o sofrimento do homem.
Urgente se mostra portanto uma libertação da consciência, pela compreensão do que realmente somos e da nossa relação com o mundo.
Da necessidade dessa libertação se ia apercebendo o Vergílio. A sua sensibilidade acolhia agora menos hesitantemente o desafio proposto pela Filosofia Perene. Compreendia que não se tratava de um sistema de pensamento ou de crença, mas de um verdadeiro aprofundamento da consciência. Via também que a nossa pesquisa, com os dados científicos de que tínhamos conhecimento, poderia ser libertadora, dando-lhe pistas em relação às suas dúvidas e inquietações. E acima de tudo respondia à sua sede de transcendência, desbloqueando finalmente uma vivência nova, uma inocência reencontrada muito depois da infância... Aproximava-o da desejada passagem para lá do «espelho», que lhe mostrava apenas o lado de fora desta realidade - um conhecimento dos olhos que precisa de fundir-se com a sageza do coração...
E assim, naquela tarde, a última em que nos encontrámos, vimos no nosso amigo, num sorriso breve, quase feliz, uma aceitação de um outro norte, um abandonar das velhas conclusões que não traziam afinal qualquer resposta aos seus fundos problemas.
E não pude deixar de lhe dizer, saudando essa clareira na sua floresta de sombras, mas lamentando também o retardar da tranquilidade possível:
- Oh Vergílio, tudo afinal tão próximo da compreensão procurada... Se tivesse aceitado mais cedo o desafio da viagem, teria podido evitar tanta amargura, tanta inquietação...
E ele respondeu, com um sorriso entre humilde e afectuoso:
- Então eu não me posso enganar?...
Todos ficámos em silêncio.
O aroma dos pinheiros permeava a casa. Lá fora o Sol esmorecia...
Senti como que um halo de quietude a envolver-nos a todos.
Naquele reconhecimento do «engano» havia já uma viragem, uma promessa de aprofundamento do diálogo, numa abertura a novas «descobertas».
Mas o diálogo iria para sempre ficar inacabado... E não haveria mais necessidade de interrogações e de respostas...
Uma leve brisa, entrando pela janela entreaberta, trazia o som dos longes, afinal tão perto... Tão perto como a vida, tão perto como a morte, tão perto como o Amor.
E o pensamento, naturalmente aquietado, abria espaço a uma profundidade que desconhecíamos...
Nesse estado meditativo, desperto, nesse silêncio do pensamento e das palavras, todos nos sentíamos mais próximos...
Quando nos levantámos para nos despedir, podíamos sentir no amigo uma paz nova sublinhando o olhar...
Já com sérios problemas de saúde, a ideia da morte parecia não o atormentar. A ponto de, como diz a nossa amiga Regina, «ele se ter deixado morrer com um sorriso de verdadeira beatitude»...
Depois... só o Silêncio - que em nós fica habitando, além da onda regressada ao Mar...
in, In Memoriam de Vergílio Ferreira, Maria Joaquina Nobre Júlio (org.), Lisboa, Bertrand, 2003.
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Vergílio Ferreira
domingo, 23 de março de 2008
Nam-Myoho-Renge-Kyo
«Kossen rufu significa criar uma sociedade de paz. Esse termo foi criado através da base filosófica de Nitiren Daishonin. Para se atingir essa etapa (Kossen Rufu) é necessário que cada ser humano faça sua própria revolução humana (outro termo que significa revolucionar o seu lado interior) para conseguir a felicidade absoluta, com base no Daimoku(Nam-Myoho-Renge-Kyo) e nos estudos sobre o budismo de Nitiren Daishonin e com ações que visem uma sociedade melhor.O termo rufu, de Kossen-rufu, significa “fluir como um rio poderoso” ou “espalhar-se como um enorme tecido”. Isso significa difundir-se ou fluir por toda a humanidade. Kossen-rufu não é o ponto final de um processo, mas sim o próprio processo, o fluxo. Não existe um destino especial, uma conclusão do Kossen-rufu. Podemos falar de forma metafórica sobre o que é o Kossen-rufu, mas na verdade não existe uma forma definitiva.»
(wikipédia)
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