O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sábado, 16 de janeiro de 2010

Tela

Branco quase brando
Sou
espaço da sua dor

Mil vezes me rasgou
Outras tantas
Invadiu-me com a cor

Sou tantas vezes ele
que
me canso

Quando me esquece
Descanso
neste branco sem cor

Presa não me escapo
do retrato
três por quatro
do pintor

4 comentários:

João de Castro Nunes disse...

Tela... ou entretela?!... Ou simplesmente... bagatela? JCN

platero disse...

Lindo

Bom-fim-semana
beijinho

paladar da loucura disse...

João se te explicasses...

paladar da loucura disse...

platero - obg :)