O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

em nome do risco. em nome da serpente

'precisamente porque o plano de imanência é pré-filosófico, e já não opera com conceitos, implica uma espécie de experimentação tacteante, e o seu traçado recorre a meios pouco confessáveis, pouco racionais e razoáveis. são meios da ordem do sonho, dos processos patológicos, das experiências esotéricas, da embriaguez ou do excesso. corremos em direcção ao horizonte, sobre o plano de imanência; retornamos dele com os olhos vermelhos, mesmos se são os olhos do espírito.'

deleuze,guattari

3 comentários:

baal disse...

para i. santiago
'é que não pensamos sem nos tornarmos outra coisa, algo que não pensa,, um bicho, um vegetal, uma molécula, uma particula, que retornam sobre o pensamento e o relançam'

deleuze

Rui Miguel Félix disse...

"Um sonhador é aquele que só ao luar descobre o seu caminho e que, como punição, apercebe a aurora antes dos outros."

Oscar Wilde

Abraços

David Amaral disse...

Volto quase sempre com os olhos vermelhos! Como gostaria de ter a oportunidade de inscrever pontos no plano da imanência e traçar outros planos com os meus próprios gestos! fazer uma cisão no plano, fazer parar por momentos o infinito num movimento de uma partícula e fazer brotar do caos flores de cores inimagináveis. A fractalidade múltipla da multiplicidade infinita é bela na sua embriaguez insuportável, mas temos sempre o horizonte.

Oh oh!. Estou a delirar! Mas não faz mal! Aqui na Serpente Emplumada podemos confessar a nossa experimentação!
Estou grato por isso Paulo!
um grande abraço a todos