O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

potência de ser feliz

eu diria que à medida que as ideias se sucedem em nós, cada uma tendo um grau de perfeição um grau de realidade ou de perfeição intrínseca, que têm essas ideias, eu, continuo a passar de um grau de perfeição para outro. Noutros termos existe uma variação continua sob a forma de aumento-diminuição-aumento-diminuição da potência de actuar ou da força de existir de acordo com as ideias que temos.


deleuze, aula sobre espinoza (1978)

1 comentário:

olivromorreu disse...

Ele erra na segunda parte do texto, porque a conclusão a retirar da primeira parte é que ele passa constantemente de ideia para ideia. O que é de facto positivo, dado que o apego a uma ideia é obsessão, onde naturalmente se inclui o apego à ideia (ou desejo?) de constantemente mudar de ideias. Entendo aqui ideias como imaginações.