O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


domingo, 6 de setembro de 2009

A todos os músicos e amantes da música

"Quando com concentrada atenção se escutam os amplos sons das cordas ou de outros instrumentos musicais, identificamo-nos então com a realidade suprema (para-vyoman)"

- Vijñana Bhairava, 41 (texto sagrado do Shivaísmo de Cachemira).

Uma saudação especial a Kunzang Dorje e Parasensorial, que cultivam a nobílissima arte das Musas.

13 comentários:

parasensorial disse...

A música consegue conectar-nos com a realidade suprema. Nunca me esqueço de um momento em que estava sozinho numa praia deserta, sob a brisa fresca da manhã, no fim da finisterra, compondo um tema que acabei por apagar. Foi mágico. Agora compus 8 temas numa semana e sinto-me esgotado, estando à espera de algum feedback. Às vezes penso que por Portugal ser um país tão pequeno os grandes arrogam-se o direito de ser gigantes, e simplesmente ignoram os pequenos (desabafo). Gostava muito que a minha música tivesse algum sucesso, não necessariamente nos circuitos comerciais, porque acho que enquanto música merece, não por ser minha. É o que me ocorre dizer. Saudações musicais!

Paulo Feitais disse...

É, caro parasensorial, a música resgata-nos!
Os meus desejos de muito sucesso!
:)

João de Castro Nunes disse...

Da música da palavra, a Poesia, não se poderá dizer... o mesmo?!...

JCN

Kunzang Dorje disse...

E a música, tal como a lusofonia poderá vir a ser, é uma linguagem que une povos, culturas, nações e continentes... para ser franco, acredito até que a música permite a união entre o homem e o animal pois conheço histórias de cães e gatos que se aproximam de instrumentos musicais e de músicos ao ouvir música.
Saudações musicais:)

Fausta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fausta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João de Castro Nunes disse...

Simplesmente... abismado! JCN

Fausta disse...

No Martinho da Arcada
Julguei ouvir a voz de Deus
Afinal não era nada
Delírios meus...


Agradecia que fossem apagadas todas as minhas falas anónimas que penso que saberão identificar. Pelo menos posso provar quais são os meus sonetos.
Tenho pena de ter sido mal interpretada. A maioria das vezes expresso o que penso sem qualquer intenção de magoar os outros. Nem sequer tenho esquema mental para tanta suposta "maldade" e "falta de respeito". Nada que vocês também não façam.
Apesar de tudo, um abraço ao JCN que admiro.
E Paulo Borges, quando disse que "Ser Poeta é ser mais alto" disse-o sentindo, pois acredito que quem não está bem ou não é bem vindo deve sair.

Depois apagarei este meu comentário.

João de Castro Nunes disse...

Abismado estou mais
com estes pifaralhos!
Cambada de rebimbalhos
sem naus nem pinhais.

JCN

João de Castro Nunes disse...

Ó seu escroque, que te fazes passar por mim, vê lá se arranjas espaço para meter também o "rebimbòmalho"... e não só! JCN

Paulo Borges disse...

Fausta, eu nem sempre consigo ter tempo para ler e acompanhar tudo o que surge aqui e por isso não estou a compreender a que se refere...

Agradecia também que me esclarecessem sobre o caso JCN: há duas identidades com o mesmo nome?...

parasensorial disse...

Por que é que o JCN e a Fausta não se tornam escritores no blogue também? Penso que só teríamos a ganhar, mas isto é a opinião de um mero utilizador. Por outro lado, enriquecem bastante as caixas de comentários, trazendo de facto comédia, escárnio e por vezes um pouco de seriedade. Abraços.

Anónimo disse...

Esta história do JCN ao quadrado é tão estúpida e parva que nem um sorriso amarelo consegue arrancar... acho que tu, ó clone, deves mudar de profissão: se queres brilhar, não é aqui neste espaço. Definitivamente não consegues! E quanto mais te esforças mais triste és! Tenho pena de ti. Honestamente. E pronto agora já podes aparecer com mais uma das tuas tristíssimas quadras...
Tristemente.