O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008








alado de longe e saudade
saúdo o ano que finda
e guardo o que não findou ainda
para que se cumpra na sua mais plena verdade

o que findou e é pretérito
seja semente de aventura
traga dor alegria fracasso ou mérito
vivido sempre seja com soltura

venha a vida venha a morte
ou o pranto ou a alegria
venha o que vier lançado pela sorte
que seja vivida a vida toda em cada dia

e que os sonhos sejam sempre exaltantes
possam crescer e espraiar-se pelo universo
imensos quimeras de lume vivo extravagantes
incumpridos posto que sonhar é ser diverso

8 comentários:

Lapdrey disse...

Assim sejamos!
E que, assim, seja:

"alado(s) de longe e saudade"...

"que sonhar é ser diverso".

Brunhild disse...

Também te saúdo, Paulo, pelo ano que finda e pelo ano que vem, e que ele te traga mais ventura do que aventura e que com verdade o vivas e sempre vivas dês à verdade.

Um abraço e um sorriso.

Vergilio Torres disse...

Agradeço-te voz poema,
luz aura e fotografia,
caminho plano de verdade,
séquito de cores de alegria,
o Sol, halo-espaço da Terra,
extenso areal de fantasia.

Um abraço, um obrigado, um até já, um até sempre!

PS - Como diz Lapdrey, e com razão (mais uma vez acertaste companheiro), Réveillon nem pó, não há tempo! Agora deu-me para isto não querem lá ver!
O exercício; à passagem de ano, uma folha de reles papel almaço, uma única palavra e uma fotografia. A minha comemoração! Ahhh, e um copito de Bruto ou espumante de ocasião!

Vergilio Torres disse...

e os vídeos... bom, sem comentários :)

O haver,
lentamente...
(um) O navio de espelhos...

Tchin* tchin*... TCHIN*!!! Para variar ehehe!! :)

platero disse...

onde então se perdeu minha saudação
ao regresso de Paulo?

Abraço grande. Amanhã, quem sabe, talvez estejam de volta as andorinhas.

Luiza Dunas disse...

Caríssimo,

Um Abraço de Longe Voar

Paulo Borges disse...

Abraço grande, Paulo! Belo poema!

observador disse...

Vergílio, não terás partido os cristais com esse Bruto TCHIN?