O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

poemasem pedra - II

4 comentários:

Isabel Santiago disse...

Podia ser no poema, mas é aqui. Estas pedras oferecem-me a companhia com que consigo aproximar-me da PESSOA que é para deixar uma vela que lhe agradece e deixa acessa a luz para me ler quando sou muito obscura e não sei escrever sobre as paisagens imensuráveis que mostra. Mas sinto-as. Saiba sempre que as sinto, mas não sei dizer.
"Bom ano", brilha na luz da (foto)grafia silente da minha alma.

Isabel Santiago disse...

acesa...pois...

soantes disse...

Obrigado, Isabel. Talvez eu também só as sinta.

Anónimo disse...

parecem recortes humanos, em re-união...adorei!

fragemntus