O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Bom 2009 a todos, mesmo ao safado do pedreiro que me "arranjou" o Monte

A partir do primeiro segundo
Isto é, dos primeiros dois segundos, para descontar o adventício - que os homens da Ciência garantem não existe.

12 comentários:

Isabel Santiago disse...

Platero como não consigo entrar no seu blogue estava a ver que não consegui desejar-lhe antes dos segundos que sempre desconfiei não existirem, um Bom ano e agradecer-lhe as rosas, o espírito e a companhia nestas paragens. Receba o meu sorriso muito reconhecido por essas coisas de valor grande para mim, que não jogo na bolsa, mas tenho uma bolsa para as pessoas de grande e boa vontade, sobretudo para as rosas!

Brunhild disse...

Platero, só espero que malandro do pedreiro não tenha dado cabo do roseiral, porque senão começaremos 2009, não com uma "caça" à Corça mas sim ao safado do Pedreiro.
Bom Ano!

Lapdrey disse...

Bom ano, então, amigo Platero (prazer meu!), para o "seu" pedreiro safado.

E para si bem melhores dias (tutti quanti), daqueles de que compomos o ano, e para todos também...

Em sobrando alguma migalha do ano, já agora, o mesmo para o Lapdrey, que tem muito que contar (outro safado!) e, porventura também, que se lhe diga: diga-se-lhe, então!

Abraço (e admiração)!

Lapdrey disse...

Isabel,

Se houver, lá onde sabemos, rosas que de nós exalem seu perfume quando as beijemos, quero uma assim, a mais sem cor, para que eu lha envie, pelo voo duma nívea pomba, a depô-la na raiz de plátano de suas mãos, essas mesmas que tanto refulgir de espantos povoam em seus jardins de palavras.

Ali, quando a toque, tingir-se-á ela, em sua glória de ser rosa, da cor melhor que tenha sua alma.

Como rosa de cada dia, em flor de si, dando o que a si dá.

O que sempre se nos mais pede é aquilo que julgamos não ter: aprendi que nada há que em nós não tenhamos, aprendi que ter é dar, e que dar é sermos outro.

Um ano da rosa para si, Isabel!

Iolanda Aldrei disse...

Que seja bom. Grande abraço para todos os filhos da Serpente.

Paulo Borges disse...

Bom Ano e grande abraço, emplumado da alentejana vastidão, amigo Platero!

Anónimo disse...

Filhos da Serpente ou de Saturno?

Lapdrey disse...

Para ser sincero, não sei, caro Anónimo!
Meu pai estava vendo "a luz em um país distante" (com Camilo Pessanha), não estava portanto presente quando nasci.
Mas, um dia, quando nos reencontrarmos, lá onde ele esteja, lho perguntarei...
Obrigado por mo lembrar.

Anónimo disse...

caça à corça, cara Brunhilde? isso é muito feio, fique-se pelo pedreiro...

Caçador de juízos disse...

A "caça" está aspada...tanta vontade de julgar ou será somente brincar...é mais vontade de caçar sem aspas, parece...humm!

Caçador preterido disse...

E quem garante que o pedreiro não se disfarça de corça?! Brunhild é muito mais previdente do que pensas...oh se é...nem imaginas!

Mas a verdade é esta:

O caçador bem a chama, mas ela anda atrás da corça ferida pelo pedreiro...malvado do pedreiro!

Brunhild disse...

Assim é, caro Anónimo/a, o acto de caçar é muito feio! Brincava apenas com o Platero… na verdade, era incapaz de caçar o quer que fosse, sejam seres pequeninos ou grandes! E se há seres errantes que recebo e acolho é para cuidar e proteger. Seja como for, estando a brincar, ou não, grata pelo reparo! Gratíssima também aos “caçadores” que acolheram a brincadeira.