O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


domingo, 28 de dezembro de 2008

Do silêncio, das cores

(imagem: olhares.com)
Na verdade, reclamo palavras mas almejo o silêncio, aquele que fala por mil palavras e me reveste de cores, sempre que me olhas, abraças e sorris.
O silêncio dum antes, dum depois, durante o tempo da nossa eternidade, coexistência de espaços percorridos a dois, em cumplicidade, e transparência.

5 comentários:

soantes disse...

somos sempre dois...

frAgMenTUS disse...

o som
e o silêncio

Liliana Jasmim disse...

o silêncio...

é no silêncio que muitas vezes que encontramos unidade.

frAgMenTUS disse...

sim, o silencio congrega, reencontra, fala-nos em/com/de/pela essencia...através dele, escuta-se a intuição, o sussurro das estrelas, o maulhar e o aflorar.:)

frAgMenTUS disse...

marulhar (rectifico)