O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Siddhartha

E ali ficou, na margem do rio. Sentou-se por debaixo de uma árvore Bô, na margem da ribeira Niranjana, e permaneceu imóvel enquanto não encontrou o que pretendia. A noite não esperava por ele mas, não se importava com tal. O mais importante era ultrapassar os vários níveis e obstáculos que tinha na sua mente, até alcançar a verdade. Mas quando a estrela, a leste do horizonte se ergueu, ele percebeu que se tinha tornado Buda.

3 comentários:

interrrogativo disse...

A história de um homem ou a de todos nós? Como é que ele percebeu só depois de já se ter tornado Buda?

Anónimo disse...

Interroga menos e desperta mais.

Vergilio Torres disse...

:)
Um abraço.