O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


terça-feira, 2 de março de 2010

Eu estava convencido que era uma metáfora poética

Virgil Gheorghiu

13 comentários:

João de Castro Nunes disse...

Não há ninguém que não se engane, pá! JCN

Rui Miguel Félix disse...

?

João de Castro Nunes disse...

Parece que vossemecê ficou... assarapantado! JCN

Rui Miguel Félix disse...

?

João de Castro Nunes disse...

Ainda não lhe passou? Tome um calmante! Chá de cidreira... faz bem! JCN

Maria Sarmento disse...

Eu também me convenci que existia. E eis-me reduzida a essa metáfora do "sentimento" português de Saudadesdofuturo.

Uma grande abraço para o Rui.

E... um vale(n)te puxão de orelhas ao Jota Cê.

Bom dia febril, este! o meu, claro!

Anaedera disse...

Aqui, todos somos
meios metáforas/meios humanos.
E é possível separar?

João de Castro Nunes disse...

Eu sou como o Torga: nada de meios! A fruta... só por inteiro! Leiam o "Sísifo". JCN

Magno Jardim disse...

A metáfora é a criação do sujeito poético, que por o ser e sendo faz da poética a sua existência e se não estivesse convencido de que era uma metáfora, não existiria em si mesmo...
logo não o era.

Magno Jardim disse...

:)

Fausta disse...

Parasitaes!

baal disse...

qual sísifo, o mito? o camus não escrevia nada. viva o sartre.

João de Castro Nunes disse...

Deixa-te de literatices, pá! Não estão ao teu alcance. Fica-te pelas ceifeiras! JCN