O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 9 de julho de 2009

EFEITOS (colaterais) DA GRIPE

:

......a carteira

ou espirro-lhe pra cima

4 comentários:

Rui Miguel Félix disse...

Excelente! :)

Um abraço amigo!

platero disse...

OK, RUI

há dias conheci LUIS Afonso, cartoonnista do Público, entre outras publicações.
Ele é que trataria bem a ideia.
à semelhança do que chegou a acontecer com HIV - sida,em que eram utilizadas como terrível ameaça seringas alegadamente contamibadas com vírus.
Aqui bastaria espirrar.
abraço

Rui Miguel Félix disse...

Platero, concordo, bastaria ou basta espirrar.
Para que se perceba, ou não, profiro, o vírus, é uma forma de vida singular ainda não consensual ao Homem no que concerne a essa característica. Desenvolve-se esgotando recursos e difere deste, fundamentalmente, porque cristaliza, variando à escala do visível, ora inerte, ora vivo em mutação.

É de facto necessário reconhecer o que é pandemia.
Creio que a precaução emerge solitária e desse medo precavermo-nos, faz com se prevejam ocorrências dessa índole.

Tem vindo a ser notícia de abertura, e francamente, não tenho opinião formada.
Sem dúvida uma notícia global, pandémica, ‘quiçá’ alarmante.

Bom…
Suspiro, (só se fala nisto a toda a hora), até o Sr. Jel grita: - Contra a pandemia, com muita alegria!


Amigo Platero, este post “Efeitos colaterais…” é sem dúvida p’ra pular!

Um sorriso e um abraço!

platero disse...

não se reproduzem - multiplicam-se.

julgo ter aprendido há quase quarenta anos na Estação Agronómica de Oeiras.
Vírus das plantas, claro. O mais mediático dos quais era o "mosaico" do tabaco.
Falta entrar por aí:
Vírus resultante de mutações nos porcos, nas galinhas, nos humanos, na flor do tomateiro.
Basta a ROCHE, ou similar, lembrar-se deste nicho de negócio....

grande abraço