O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 8 de julho de 2010

dou a volta ao mundo, parto e regresso, sem nunca ter saído do mesmo lugar.
de pernas para o ar invento o avesso/ espelho do que continuo sendo.
Se viajo do centro para a esquerda/regresso pela direita/doce ilusão que caminho. Invento o círculo/ dou a volta ao mundo/se choro ou rio/ pouco importa/sequer existo.

Espera! Repara que volto, repara que parto, enquanto rebolo te abraço...

2 comentários:

platero disse...

gosto muito

sinto-me tão bem
a viajar em redondo

beijinho

paladar da loucura disse...

beijinho querido Platero