O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 6 de maio de 2010

O que é ser eu?

"O abismo é o muro que tenho / Ser eu não tem um tamanho" - Fernando Pessoa

"Conhece alguém as fronteiras à sua alma / Para poder dizer: eu sou eu?" - Fernando Pessoa

"Posso imaginar-me tudo, porque não sou nada. Se fosse alguma coisa, não poderia imaginar" - Bernardo Soares

3 comentários:

platero disse...

grato por ter trazido as reflexões do Mestre

abraço

Rui Miguel Félix disse...

Diz-me muito a segunda reflexão/interrogação.

Abraços

Anaedera disse...

pois, a mim também.
mas se "eu sou eu", é realmente limitar-se ao que nem tão pouco se conhece,
támbém há que perceber quem se é no momento presente e fazer a sua própria história.