O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


domingo, 2 de janeiro de 2011


As penas não são plumas
As penas caem, quando as plumas sobem...

6 comentários:

platero disse...

Observação poética
- sobretudo por não ser verdadeira

a poesia não tem nada a ver com a realidade
para isso estão
as máquinas fotográficas
as fotocopiadoras
os notários

beijinho - com restinho de Sol deste Domingo

Maria Sarmento disse...

Platero, chegou em voo, mais rápido, só de "pluma".

Permita-me, então, discordar. As plumas, aqui, são as da "Serpente" com as ditas(plumas,naturalmente...)e a Alegria é rápida e devorante. As penas caem à medida que as eleva o espírito, porque não há mentira na Poesia, há outrossim, uma sinceridade "outrada" (lá dizia o poeta!...).

A poesia tem tudo a ver com a realidade, suponho, ainda que a essa realidade, se possa chamar, antes, "Realidade". E à "Realidade", cabe chamar o que entendermos ou formos capazes de entender.

Quanto à arte, seja ela fotográfica - como alguns desfocadamente vêem na poesia de Caeiro, por exemplo - ou não, penso que nada terá a ver com focopiadoras e máquinas e notários.

É tudo uma questão de saber ler por dentro das imagens, das palavras e da Poesia que haja ou não haja.

Um beijinho com Sol real e metafórico.

platero disse...

sua teoria é de Novalis
:
"quanto mais poético
mais verdadeiro"

gostei da lição

mesmo em tempo de crise - quanto devo?
cuidado com Iva que vai utilizar
renovo beijo

Maria Sarmento disse...

Platero,

Não tinha em mente, na verdade, nenhuma teoria, apenas procurei clarificar o sentido do post, uma vez que me pareceu (a-pareceu a mim mesma) o seu comentário necessitar de uma clarificação, para afinarmos pontos de vista.

Não dou lições, Platero, quando muito recebo-as, de quem achar que delas preciso, (quem não precisa ?...) Mas ainda acrescento que a frase pouco ou nada tem de poética. O Platero mesmo disse ser uma observação. Não diria que o é.

"A flor Azul" do Romantismo não tem aqui muito cabimento, mas serve. Talvez assentasse melhor a Saudades (que gosta de flores azuis, me parece). Além disso, aqui só se pedem lições de latim :)

P.S. Platero, por ser para si, mesmo não dando lições,se insistir, faço-lhe uma abatimento, ficamos, então, pelo montante do IVA de 2010, somados aos meus honorários. É saldo de "antes da crise."

O beijo é brinde.

platero disse...

Eh pá

estava mesmo a brincar,
desde o primeiro pingo num i

até julgava que falava com Saudades
no fim sai-me MARIA
sais-me tu, rapariga

tá bem
trata é de não de esqueceres de moderação na
FATURA

beijinhos

Maria Sarmento disse...

Platero, "Raparaz",

Acho que não faz qualquer sentido alimentar esta "conversa" que não vem acrescentar nenuhum "pingo a nenhum i", nem tão pouco tirar os que estejam a incomodar o nari(z), de alguma constipação não convenientemente sarada.

Não faz mal algum teres-te confundido ou equivocado (como parece acontecer-te, aqui, com alguma recorrência).

Agora estamos a falar do quê?

Se é do novo acordo ortográfico, estamos mesmo em desacordo.

Saia um "Epá" para a mesa do canto!

A FACTURA segue dentro de momentos. Eu pago! Sou generosa.

P.S. Outro beijinho pode ser demais. Acho que, em tudo, deve haver moderação :)

Pode até acontecer que alguém pense que é a brincar que nos entendemos.

A imagem está lá (ou será cá?) e a frase também. A cada um cabe a sua leitura. Parece-me bem, assim.