O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Acabou-se o óleo na lamparina
Mas... eis a lua
que entra pela janela

- Matsuo Bashô

1 comentário:

Maria Sarmento disse...

Que visão é a realidade!
Bashô é mestre!


Oiço o lume a crepitar...
Lá fora, ramos secos do Inverno
Cobertos de neve, os telhados!

Nevou toda a noite! ...
O gato desmanchou a lua
Da água do balde!


Agradeço, Kunzang!
Gostei muito!