O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


terça-feira, 17 de agosto de 2010

escrever um poema é um acto de serenidade;
é como criar uma cidade, com os seus altos edifícios,
dentro de um simples pão

7 comentários:

Anaedera disse...

e o planeamento das nossas cidades,
têm sido criado sem qq serenidade,
realmente fora da imagem do pão,
quem sabe as cidades não têm também de ser poemas?!

Kunzang Dorje disse...

se roma fosse um poema, cristo não tinha sido um poeta...

Anaedera disse...

poeta...?!
não tinha pensado nessa dimensão de Cristo,
(habituei-me à versão de Jardineiro).
Obg

Kunzang Dorje disse...

e quem disse que os poetas não são jardineiros?
:)

Anaedera disse...

pois...ninguém disse.
limitações minhas.

Rui Miguel Félix disse...

adptando de Amber, o filme... goes something like this:

Nós juramos eterna fidelidade à nossa cidade; declaramos gratidão infinita para com os edifícios que escolhemos viver dentro com óptima capacidade; juramos florescer como pequenas flores no rio; voamos próximos da capacidade inigualável de um gerador pulsando no centro como um coração magnífico. Para além desta cidade a escuridão segue infinitamente em todas as direcções, é ela a única luz neste mundo escuro…

Para o Flávio,
... é como recriar um mundo, dentro de um simples grão...
Um abraço

Kunzang Dorje disse...

cara anaedra,
limitado sou eu... não é que em vez de estar a escrever estas palavras tolas não devia de estar a regar as plantas da casa onde suponho viver?
abraços!!!!