terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Tudo o que se diz e escreve nada mais faz do que calar o silêncio
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Um espaço para expressar, conhecer e reflectir as mais altas, fundas e amplas experiências e possibilidades humanas, onde os limites se convertem em limiares. Sofrimento, mal e morte, iniciação, poesia e revolução, sexo, erotismo e amor, transe, êxtase e loucura, espiritualidade, mística e transcendência. Tudo o que altera, transmuta e liberta. Tudo o que desencobre um Esplendor nas cinzas opacas da vida falsa.
"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".
"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"
- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente
Saúde, Irmãos ! É a Hora !
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7 comentários:
calar a silêncio que muitas vezes é ensurdecedor.
Muito me tocou o teu comentário, baal!
Dou-te a mão... e calo-me no meu silêncio,
Calar o silêncio... não será pô-lo a falar?!... JCN
É mesmo, JCN!
E se pusesses o Silêncio a falar?... para dentro?
Bom dia a ambos os silênios os calados e os faladores...
Esqueci-me e isto é importante, pois que não nos estamos a ver, de colocar um sorriso no final do meu comentário. Que significa apenas isso, um sorriso de gentileza, boa disposição e aceitação do outro.
Ponho-o agora, duplo: :))
Ouvir no silêncio o que nos diz o silêncio para esquecermos quem fala ou escreve sem dizer nem escrever nada?
O Poema do Silêncio
O universo é uma poesia:
É o Verso do Uno.
Cânone universal de infinitos códigos genéticos
A semente de astros e estrelas.
O verbo na sua primitiva expressão.
Não, não verbo como voz!
O som viria depois.
Em primeiro lugar veio a ação.
Bilhões de anos após viriam os terráqueos,
E de um arquétipo raiz fez-se carne.
Além da animal...
A forma humana e o princípio do gênero:
Masculino e feminino... Universal.
Já agora de azul e branco escolar
Donzelas, belas, perfumadas e rapazes
De todas as raças e cores.
Para além castas, classes, proletários ou burgueses...
Mas, passando, certamente passando...
E a transformação celular envelheceu a forma
E veio a morte.
Morte? Passagem?Transformação!
- Grita o poeta! Transformação!
E então para além morte a poesia... Permanece.
Caso acaso o poeta tenha ido além...
Para além muito além de um fingidor
E em cânone universal,
Fluência verbal edificada, a tenha esculpido.
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