O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

SEMANÁRIO SELVAGEM


semanário selvagem


- à Segunda, vontade não abunda e o tempo é bruma

- à Terça, talvez ela apareça

- à quarta ainda não à farta

-à quinta, se veio não é distinta

-à sexta só se for acima da cabeça

- sábado e domingo - ela aí está, e o tempo é lindo



3 comentários:

Maria Sarmento disse...

Platerito!

Que Saudades tenho dos teus olhos risonhos, e às vezes molhados...

Beijinho.
Estou com um bocadinho de febre, mas vai passar, ó se vai!...)

E o teu "Semanário selvagem" é tão verdade!

platero disse...

Ó Miúda

estás coa gripe?
olha, deixa contar-te a estória do indivíduo que tinha (e sabia) mau-hálito. Dizia, para se confortar:

mais vale ter mau-hálito que não ter hálito nenhum.

assim tu com a febre. Não tarda nada estás aí refeita, a passear na Rua, de laçarotes e soquettes.

o semanário selvagem é uma coisa velha que andava por aqui, numa molhada de papéis. Reli, e não me desagradou a ideia de associar os caprichos meteorológicos à força de vontade ou sua ausência.

e pronto, lembrei-me de mostrar.

interessante é a tua velha guerra com MeTheOros. É bom rapaz. Por favor não se entendam

beijinho, MelhORAS

Maria Sarmento disse...

Olá miúdo,

Acho que vou seguir o teu conselho, vou depor a bandeirita branca que deixei lá em baixo, pôr umas penas na cabeça, pintar a cara, ostentar as minhas pinturas de guerra, montar um cavalo branco e... cavalgar por esses prados,erguendo o "machadito de guerra" que me deram de presente e gritar: Ei! MeTheOros! Podes trazer todos os teus avatares e o teu verbo cirlótico que eu... Tropeço e caio! Catrapaz! :)))

Nisto, de "supetão, vem uma águia que me leva nas garras e sobe, sobe tão alto que um minúsculo ponto de luz se vê, no cimo mais alto da montanha. É a estrela de Cirlot, desenhando infinitos...
Nem as rodas da bicicleta amarela do E.T. me apanham... :))))

(Tudo isto porque tu aprecias as nossas "guerras virtuais" e porque ainda deliro de febre poemática)

Beijinhos, Platero.

(Se a bicicleta se transformar em gigante vermelha, e, depois em supernova, volto a calçar os souquettes brancos e ponho os laçarotes cor-de-rosa:))))