O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Primeiro passo na internacionalização do pensamento e obra de Agostinho da Silva



AGOSTINHO DA SILVA, Penseur, écrivain, éducateur, organização de Paulo Borges, José Manuel Da Costa Esteves, Idelette Muzart-Fonseca dos Santos, colecção Mondes Lusophones, Paris, L'Harmattan, 2010, 330 páginas.

Foi dado o primeiro passo para a internacionalização do pensamento e obra de Agostinho da Silva, com este volume que inclui uma antologia de textos seus (organizada por Paulo Borges e Rui Lopo) e as actas do colóquio em sua homenagem, no dia do seu aniversário, 13 de Fevereiro de 2007, no Centro Calouste Gulbenkian, em Paris.

Estão já prontas outras traduções, para italiano e alemão.

1 comentário:

MeTheOros disse...

O "mal" (e o bem, também) é sempre dar-se o "primeiro passo".
Depois cai na "habituação" e... acaba-se a fazer uma senhora caminhada.

É bom. Desde de que não seja com os pés errados ou eles trocados.
Errados, é quando sai tudo muito certinho. E tudo muito oficial.

Aí, é a hora de trocar as voltas aos apropriadores do costume, e deixar o bichano fazer chichi nos sapatos muito engraxados dos senhores da coleira cultural.

Passos trocados é quando os trocamos: aos nossos entre si, ou aos nossos pelos dos outros.

Tudo menos trocá-los pelos passos de Agostinho: Os gatos são seres solitários!

Abraço, Paulo!
Saudação, daqui, a Agostinho. O destas nossas silvas aflitas.