O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quinta-feira, 22 de abril de 2010

sem titulo

4 comentários:

Paulo Borges disse...

Não admira... Fazemos o mesmo com os homens.

platero disse...

provável pergunta dos borregos:

"qual de nós irá a seguir?"

Rui Miguel Félix disse...

A composição da imagem está 'perfeita'.

Obtêm-se resultados 'excelentes' também na sobreposição de céu à paisagem, ou vice-versa, entre outros.

A ideia que desta imagem subjaz, mais do que choque ou impacto inicial, é, creio, modesta opinião, silêncio... dos mesmos.

O tal silêncio... sofrónico.

Abraços

Kunzang Dorje disse...

silêncio ensurdecedor