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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
"Conhecermos não para sermos donos, mas para sermos mais companheiros das criaturas vivas e não vivas com quem partilharmos este universo"
"Há quem acredite que a ciência é um instrumento para governarmos o mundo, mas eu preferia ver no conhecimento científico um meio para alcançarmos não domínios mas harmonias. Criarmos linguagens de partilha com os outros, incluindo os seres que acreditamos não terem linguagens. Entendermos e partilharmos a língua das árvores, os silenciosos códigos das pedras e dos astros.
Conhecermos não para sermos donos, mas para sermos mais companheiros das criaturas vivas e não vivas com quem partilharmos este universo. Para escutarmos histórias que nos são, em todo momento, contadas por essas criaturas"
- Mia Couto
Um pensamento condigno de um lusófono, publicado em:
umoutroportugal.blogspot.com
Conhecermos não para sermos donos, mas para sermos mais companheiros das criaturas vivas e não vivas com quem partilharmos este universo. Para escutarmos histórias que nos são, em todo momento, contadas por essas criaturas"
- Mia Couto
Um pensamento condigno de um lusófono, publicado em:
umoutroportugal.blogspot.com
terça-feira, 13 de outubro de 2009
reflexão
não estou seguro de nada, embora esteja igualmente seguro, ainda que daí não retire nenhuma vantagem, de que ninguém tem aqui o direito de estar seguro do que quer que seja.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Em busca do dharma perdido-esquecido
I - Deus e a razão de Deus
Deus: a razão de Deus.
A razão de Deus: inescrutável.
II - Epifanias e Avatares
Ele é vermelho-sangue, pois o seu corpo é Sangue
Fita-nos, através do seu azul-olhar, deitado, aparecido
Adormecido e acordado, assustado (e assustador) e ternurento (e triste)
Repleto de sexualidade e castrado: Animal Racional
Inominável surpresa, desaparecida - outra ilusão? Desilusão
Após a abertura dos portais do tempo, o Ser liberto da morte
Contempla o verdadeiro dharma: Eterno Retorno
O coração pula, intensamente, tudo é finalmente-primeiramente a alegria e o saber
E queremos dizê-lo, levantamo-nos do nosso leito, "Descobri, descobri! Eu sei a verdade, conheço a solução!"
Até que as simples palavras, a simples frase que tínhamos se dissipa
E, então, percebemos que magicamente perdemos-esquecemos a verdade
Que desconhecemos o caminho, e vivemos mundos para voltar a abrir a porta
Cujo nome-visão esquecemos por entre uma espécie de estranha confusão-convulsão.
III - Do mundo ao mundo transcendido - duas notas solares
Silêncio: êxtase do espaço-tempo.
Praia: o lugar da Utopia.
Deus: a razão de Deus.
A razão de Deus: inescrutável.
II - Epifanias e Avatares
Ele é vermelho-sangue, pois o seu corpo é Sangue
Fita-nos, através do seu azul-olhar, deitado, aparecido
Adormecido e acordado, assustado (e assustador) e ternurento (e triste)
Repleto de sexualidade e castrado: Animal Racional
Inominável surpresa, desaparecida - outra ilusão? Desilusão
Após a abertura dos portais do tempo, o Ser liberto da morte
Contempla o verdadeiro dharma: Eterno Retorno
O coração pula, intensamente, tudo é finalmente-primeiramente a alegria e o saber
E queremos dizê-lo, levantamo-nos do nosso leito, "Descobri, descobri! Eu sei a verdade, conheço a solução!"
Até que as simples palavras, a simples frase que tínhamos se dissipa
E, então, percebemos que magicamente perdemos-esquecemos a verdade
Que desconhecemos o caminho, e vivemos mundos para voltar a abrir a porta
Cujo nome-visão esquecemos por entre uma espécie de estranha confusão-convulsão.
III - Do mundo ao mundo transcendido - duas notas solares
Silêncio: êxtase do espaço-tempo.
Praia: o lugar da Utopia.
sábado, 17 de maio de 2008
Um texto a partir do texto anterior
Por que faço, no texto anterior, a crítica aos pretensos filósofos objectivistas? Porque, a mando de falsos caprichos e irritações pessoais contra o mundo que, para eles, se divide entre leigos e não-leigos, provocando-me irritações cutâneas, como sejam os da clareza de linguagem para que a filosofia seja acessível a todos, transformam-na, na verdade, numa actividade completamente académica e desligada da realidade, das velhas com a pele enrugada pela passagem do tempo, dos agricultores e pescadores, da terra, das suas suaves, simples e profundas intuições, de crenças religioso-metafísicas acerca da realidade vividas com uma incrível intensidade, da realidade-verdade, crua, para a idealização-alienação, construída.
Vivemos a era dos cursos. Hoje, há cursos para tudo e são necessários cursos para tudo, o que é liminarmente ridículo, na medida em que é possível que o maior filósofo de sempre seja um aparente Zé-Ninguém sentado no chão, na esquina ventosa, ou um raro pastor perdido num qualquer monte longínquo. No entanto, como vivemos não só na era dos cursos, como na dos papéis, privilegiam-se os papéis, os diplomas, que não são assertivos, excepto para inglês ver.
Vivemos não só a era dos cursos e dos papéis, como a dos currículos, tal é a desconfiança de uns para outros. A maior preocupação das pessoas é fazer currículo, não só para terem a justa preocupação de melhores possibilidades de empregabilidade futura, como para defenderem socialmente um status numa sociedade cada vez mais agressiva, encolhida, receosa.
Sou contra tudo isto: cursos, papéis, currículos e, portanto, talvez infelizmente, contra o modelo social em que vivemos, embora entenda que tanta burocracia pode visar a nossa própria segurança. Talvez a solução passe, como tem vindo a ser dito desde há uns anos para cá, por uma participação social mais local, onde o contacto humano e os afectos são maiores, e onde as pessoas são mais valorizadas na sua sensibilidade e não tanto na sua capacidade funcional.
Nas cidades, as pessoas são pouco afectuosas, muito carreiristas e individualistas, "não me chateies que eu também não", vivendo no entanto a estranha condição de extremamente desligadas da sua individualidade enquanto são extremamente individualistas, porque desligadas da vida e da morte, da terra e do céu, esquecendo facilmente, pequenas peças numa complexa engrenagem.
Os filósofos não devem pensar fechados nas suas redomas pseudo-individualistas, mas individualizar-se, livremente, para a colectividade, tendo a obrigação de, como pensadores da vida e da morte, da existência, da pessoa e da sociedade, das relações, do ideal, divulgá-lo, respeitando, no entanto, a clara incerteza das nossas noções acerca do mundo, porque o humano é o ser da crença, no que respeita ao ser da realidade para lá das aparências (se esta ou aquela existem... penso que sim!) e ao futuro.
Vivemos a era dos cursos. Hoje, há cursos para tudo e são necessários cursos para tudo, o que é liminarmente ridículo, na medida em que é possível que o maior filósofo de sempre seja um aparente Zé-Ninguém sentado no chão, na esquina ventosa, ou um raro pastor perdido num qualquer monte longínquo. No entanto, como vivemos não só na era dos cursos, como na dos papéis, privilegiam-se os papéis, os diplomas, que não são assertivos, excepto para inglês ver.
Vivemos não só a era dos cursos e dos papéis, como a dos currículos, tal é a desconfiança de uns para outros. A maior preocupação das pessoas é fazer currículo, não só para terem a justa preocupação de melhores possibilidades de empregabilidade futura, como para defenderem socialmente um status numa sociedade cada vez mais agressiva, encolhida, receosa.
Sou contra tudo isto: cursos, papéis, currículos e, portanto, talvez infelizmente, contra o modelo social em que vivemos, embora entenda que tanta burocracia pode visar a nossa própria segurança. Talvez a solução passe, como tem vindo a ser dito desde há uns anos para cá, por uma participação social mais local, onde o contacto humano e os afectos são maiores, e onde as pessoas são mais valorizadas na sua sensibilidade e não tanto na sua capacidade funcional.
Nas cidades, as pessoas são pouco afectuosas, muito carreiristas e individualistas, "não me chateies que eu também não", vivendo no entanto a estranha condição de extremamente desligadas da sua individualidade enquanto são extremamente individualistas, porque desligadas da vida e da morte, da terra e do céu, esquecendo facilmente, pequenas peças numa complexa engrenagem.
Os filósofos não devem pensar fechados nas suas redomas pseudo-individualistas, mas individualizar-se, livremente, para a colectividade, tendo a obrigação de, como pensadores da vida e da morte, da existência, da pessoa e da sociedade, das relações, do ideal, divulgá-lo, respeitando, no entanto, a clara incerteza das nossas noções acerca do mundo, porque o humano é o ser da crença, no que respeita ao ser da realidade para lá das aparências (se esta ou aquela existem... penso que sim!) e ao futuro.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
O eu é o mestre do eu
Bertrand Russell disse, a propósito da máxima cartesiana, que dela apenas poderíamos inferir que há pensamentos, mas não que há um pensador. Poderíamos afirmar o mesmo acerca do sonho (supondo, para o caso, que a realidade o é)? Que só este existe, mas não um sonhador?
Note-se que não se segue do facto de as nossas inferências serem limitadas a certas conclusões que não existam outras mais à frente, inacessíveis pelo aparelho do humano raciocínio.
Embora eu não seja muito de práticas - mea culpa, preguicite aguda -, creio que o (verdadeiro) conhecimento de algo como a mente só é possível através da introspecção, primeira pessoa, podendo depois ser transformado, se possível, em discurso verbal, provindo no entanto dessa introspecção, tal como o leite provém da vaca e não do supermercado. Quero com isto dizer que só poderá advir mais conhecimento acerca da mente se nela penetrarmos, se sobre ela nos indagarmos, e nunca de outro modo.
Neste sentido, penso que é saudável que adoptemos uma máxima budista que diz que o eu é o mestre do eu, na medida em que o conhecimento de nós mesmos - sim, supondo que existimos, ou que algo existe - só surgirá por indagação de nós sobre nós.
Note-se que não se segue do facto de as nossas inferências serem limitadas a certas conclusões que não existam outras mais à frente, inacessíveis pelo aparelho do humano raciocínio.
Embora eu não seja muito de práticas - mea culpa, preguicite aguda -, creio que o (verdadeiro) conhecimento de algo como a mente só é possível através da introspecção, primeira pessoa, podendo depois ser transformado, se possível, em discurso verbal, provindo no entanto dessa introspecção, tal como o leite provém da vaca e não do supermercado. Quero com isto dizer que só poderá advir mais conhecimento acerca da mente se nela penetrarmos, se sobre ela nos indagarmos, e nunca de outro modo.
Neste sentido, penso que é saudável que adoptemos uma máxima budista que diz que o eu é o mestre do eu, na medida em que o conhecimento de nós mesmos - sim, supondo que existimos, ou que algo existe - só surgirá por indagação de nós sobre nós.
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Que assim seja
Tudo o que conhecemos é mental, porque é conhecido exclusivamente através da mente. Assim, a mente é mediadora entre o eu e o mundo. Mas o que é o eu? Para mim, podendo estar errado, o eu é o equivalente àquilo a que os antigos ou outros chamam alma que, assim entendida, existe. Mas talvez esteja errado; porque talvez o eu seja o conjunto das experiências que vivo e guardo na memória, sendo esta uma parte da mente, se esta sequer as tem. Ou talvez possamos escolher, e o eu seja aquela parte de nós, se sequer as temos, que acolhemos como nossa, com a qual mais nos identificamos... passada, presente ou imaginada. Acima de tudo, mais do que sabermos o que são o eu ou a mente, penso que temos a explêndida oportunidade, porquanto estamos vivos, e a vida tem esplendorosos esgares de luminosidade, de os vivermos, experimentando-os. Que assim seja, meus amigos.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Tudo o que conhecemos
Tudo o que conhecemos é mental. Percepções, imaginações, sentimentos, memórias, desejos...
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