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segunda-feira, 29 de junho de 2009
procuração
sou um simples animal. no meu caso uma perversa aranha. não faço por mal mas construo a teia para caçar os inocentes. e, penso na razão pela qual os humanos não se metem simplesmente na sua triste vida. concluo, por não saberem, se soubessem tratavam deles.
procuração não passo de certeza. porque sei que eles não sabem (sócrates). na verdade não passo de um aranhuço.
procuração não passo de certeza. porque sei que eles não sabem (sócrates). na verdade não passo de um aranhuço.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
"Só a verdade nos mente..." (Suli-Andriéu Peyre)
Fonte: Google search engineTranspus
(Ai franqui)
Transpus o cume da minha vida
e desço pela outra encosta,
mas sou ainda um aprendiz,
e a alma às vezes ainda sonha.
As minhas mãos nunca estarão cheias;
só a verdade nos mente;
toda a agitação do mundo
não sacode as mãos engelhadas.
Talvez ao fundo daquele vale
aonde desço sempre com a tarde,
conheça melhor a minha solidão.
Sentar-me-ei ainda uma hora
para ver a comparação
do eterno e dos dias quebrados.
Suli-Andriéu Peyre (1890-1961)
in "Antologia da Poesia Provençal Moderna",
selecção e tradução de Louis Bayle e Manuel de Seabra,
Editorial Futura, Lisboa, 1972, pág. 44
Etiquetas:
Poesia provençal moderna,
Suli-Andriéu Peyre,
tempo,
verdade
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Serenos Sobressaltos - "Basta pôr fim às visões falsas"
"Não é necessário procurar a verdade. Basta pôr fim às visões falsas"
- Sin-sin-ming, 3º Patriarca do Ch'an.
Que serão as "visões falsas"? Diria: as visões.
- Sin-sin-ming, 3º Patriarca do Ch'an.
Que serão as "visões falsas"? Diria: as visões.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Pela marinha a vender azeite e farinha.
Cantiga de escarnho de Afonso X o sábio
Non me posso pagar tanto
do canto
das aves nen do seu son,
nen d'amor nen de mixon
nen d'armas - ca ei espanto,
por quanto mui perig(o)sas son,
- come dun bon galeon,
que mi alongue muit'aginha
deste demo da campinha
u os alacrães son;
u os alacrães son;
ca dentro no coraçon
senti deles a espinha!
E juro par Deus lo santo
que manto non tragerei nen granhon,
nen terrei d'amor razon
nen d'armas, por que quebranto
e chanto
ven delas toda sazon;
mais tragerei un dormon,
e irei pela marinha
e irei pela marinha
vendend' azeit' e farinha;
e fugirei do poçon
do alacran, ca eu non
lhi sei outra meezinha.
Nen de lançar a tavolado
pagado
non sõo,
se Deus m'ampar,
aqui, nen de bafordar;
e andar de noute armado,
sen gradoo
faço, e a roldar;
ca mais me pago do mar
que de seer cavaleiro;
ca eu foi já marinheiro
e quero-m' ôi-mais guardar
do alacran, e tornar
ao que me foi primeiro.
E direi-vos un recado:
pecado
nunca me pod'enganar
que me faça já falar
en armas, ca non m'é dado
(doado
m'é de as eu razõar,
pois-las non ei a provar);
ante quer' andar sinlheiro
e ir come mercadeiro
algûa terra buscar,
u me non possan culpar
alacran negro nen veiro.
A Senhora Carmen acaba de gravar o seu disco não há muito, tem 82 anos, de Sanguinheda, no Sul da Galiza.
Aqui canta "Na flor dos meus anos"
Aqui canta "Na flor dos meus anos"
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Da Vida encoberta na suposta normalidade - II
"Duma forma completamente inesperada (pois jamais havia sonhado com uma tal coisa) os meus olhos abriram-se e, pela primeira vez na minha vida, tive um relance fugitivo da beleza extática do real... Não vi nenhuma coisa nova mas vi todas as coisas habituais numa luz nova e miraculosa, no que, creio, é a sua verdadeira luz. Percepcionei o esplendor extravagante, a alegria, desafiando toda a tentativa de descrição da minha parte, da vida na sua totalidade. Cada um dos seres humanos que atravessavam a varanda, cada pardal no seu voo, cada ramo oscilando no vento era parte integrante do todo, como tomado nesse louco êxtase de alegria, de significação, de vida inebriada. Vi esta beleza presente em todo o lado. O meu coração fundiu-se e abandonou-me, por assim dizer, num arrebatamento de amor e de delícias... Uma vez pelo menos, no meio do cinzento dos dias da minha vida, eu tinha visto o coração da realidade, eu tinha sido testemunha da verdade"
- Margaret Prescott Montague, Twenty Minutes of Reality, citado em W. T. Stace, Mysticism and Philosophy, Londres, Macmillan, 1960, pp.83-84 e republicado em Michel Hulin, La Mystique Sauvage. Aux antipodes de l'esprit, Paris, PUF, 1993, p.37.
- Margaret Prescott Montague, Twenty Minutes of Reality, citado em W. T. Stace, Mysticism and Philosophy, Londres, Macmillan, 1960, pp.83-84 e republicado em Michel Hulin, La Mystique Sauvage. Aux antipodes de l'esprit, Paris, PUF, 1993, p.37.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
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segunda-feira, 26 de maio de 2008
Em busca do dharma perdido-esquecido
I - Deus e a razão de Deus
Deus: a razão de Deus.
A razão de Deus: inescrutável.
II - Epifanias e Avatares
Ele é vermelho-sangue, pois o seu corpo é Sangue
Fita-nos, através do seu azul-olhar, deitado, aparecido
Adormecido e acordado, assustado (e assustador) e ternurento (e triste)
Repleto de sexualidade e castrado: Animal Racional
Inominável surpresa, desaparecida - outra ilusão? Desilusão
Após a abertura dos portais do tempo, o Ser liberto da morte
Contempla o verdadeiro dharma: Eterno Retorno
O coração pula, intensamente, tudo é finalmente-primeiramente a alegria e o saber
E queremos dizê-lo, levantamo-nos do nosso leito, "Descobri, descobri! Eu sei a verdade, conheço a solução!"
Até que as simples palavras, a simples frase que tínhamos se dissipa
E, então, percebemos que magicamente perdemos-esquecemos a verdade
Que desconhecemos o caminho, e vivemos mundos para voltar a abrir a porta
Cujo nome-visão esquecemos por entre uma espécie de estranha confusão-convulsão.
III - Do mundo ao mundo transcendido - duas notas solares
Silêncio: êxtase do espaço-tempo.
Praia: o lugar da Utopia.
Deus: a razão de Deus.
A razão de Deus: inescrutável.
II - Epifanias e Avatares
Ele é vermelho-sangue, pois o seu corpo é Sangue
Fita-nos, através do seu azul-olhar, deitado, aparecido
Adormecido e acordado, assustado (e assustador) e ternurento (e triste)
Repleto de sexualidade e castrado: Animal Racional
Inominável surpresa, desaparecida - outra ilusão? Desilusão
Após a abertura dos portais do tempo, o Ser liberto da morte
Contempla o verdadeiro dharma: Eterno Retorno
O coração pula, intensamente, tudo é finalmente-primeiramente a alegria e o saber
E queremos dizê-lo, levantamo-nos do nosso leito, "Descobri, descobri! Eu sei a verdade, conheço a solução!"
Até que as simples palavras, a simples frase que tínhamos se dissipa
E, então, percebemos que magicamente perdemos-esquecemos a verdade
Que desconhecemos o caminho, e vivemos mundos para voltar a abrir a porta
Cujo nome-visão esquecemos por entre uma espécie de estranha confusão-convulsão.
III - Do mundo ao mundo transcendido - duas notas solares
Silêncio: êxtase do espaço-tempo.
Praia: o lugar da Utopia.
sábado, 17 de maio de 2008
Um texto a partir do texto anterior
Por que faço, no texto anterior, a crítica aos pretensos filósofos objectivistas? Porque, a mando de falsos caprichos e irritações pessoais contra o mundo que, para eles, se divide entre leigos e não-leigos, provocando-me irritações cutâneas, como sejam os da clareza de linguagem para que a filosofia seja acessível a todos, transformam-na, na verdade, numa actividade completamente académica e desligada da realidade, das velhas com a pele enrugada pela passagem do tempo, dos agricultores e pescadores, da terra, das suas suaves, simples e profundas intuições, de crenças religioso-metafísicas acerca da realidade vividas com uma incrível intensidade, da realidade-verdade, crua, para a idealização-alienação, construída.
Vivemos a era dos cursos. Hoje, há cursos para tudo e são necessários cursos para tudo, o que é liminarmente ridículo, na medida em que é possível que o maior filósofo de sempre seja um aparente Zé-Ninguém sentado no chão, na esquina ventosa, ou um raro pastor perdido num qualquer monte longínquo. No entanto, como vivemos não só na era dos cursos, como na dos papéis, privilegiam-se os papéis, os diplomas, que não são assertivos, excepto para inglês ver.
Vivemos não só a era dos cursos e dos papéis, como a dos currículos, tal é a desconfiança de uns para outros. A maior preocupação das pessoas é fazer currículo, não só para terem a justa preocupação de melhores possibilidades de empregabilidade futura, como para defenderem socialmente um status numa sociedade cada vez mais agressiva, encolhida, receosa.
Sou contra tudo isto: cursos, papéis, currículos e, portanto, talvez infelizmente, contra o modelo social em que vivemos, embora entenda que tanta burocracia pode visar a nossa própria segurança. Talvez a solução passe, como tem vindo a ser dito desde há uns anos para cá, por uma participação social mais local, onde o contacto humano e os afectos são maiores, e onde as pessoas são mais valorizadas na sua sensibilidade e não tanto na sua capacidade funcional.
Nas cidades, as pessoas são pouco afectuosas, muito carreiristas e individualistas, "não me chateies que eu também não", vivendo no entanto a estranha condição de extremamente desligadas da sua individualidade enquanto são extremamente individualistas, porque desligadas da vida e da morte, da terra e do céu, esquecendo facilmente, pequenas peças numa complexa engrenagem.
Os filósofos não devem pensar fechados nas suas redomas pseudo-individualistas, mas individualizar-se, livremente, para a colectividade, tendo a obrigação de, como pensadores da vida e da morte, da existência, da pessoa e da sociedade, das relações, do ideal, divulgá-lo, respeitando, no entanto, a clara incerteza das nossas noções acerca do mundo, porque o humano é o ser da crença, no que respeita ao ser da realidade para lá das aparências (se esta ou aquela existem... penso que sim!) e ao futuro.
Vivemos a era dos cursos. Hoje, há cursos para tudo e são necessários cursos para tudo, o que é liminarmente ridículo, na medida em que é possível que o maior filósofo de sempre seja um aparente Zé-Ninguém sentado no chão, na esquina ventosa, ou um raro pastor perdido num qualquer monte longínquo. No entanto, como vivemos não só na era dos cursos, como na dos papéis, privilegiam-se os papéis, os diplomas, que não são assertivos, excepto para inglês ver.
Vivemos não só a era dos cursos e dos papéis, como a dos currículos, tal é a desconfiança de uns para outros. A maior preocupação das pessoas é fazer currículo, não só para terem a justa preocupação de melhores possibilidades de empregabilidade futura, como para defenderem socialmente um status numa sociedade cada vez mais agressiva, encolhida, receosa.
Sou contra tudo isto: cursos, papéis, currículos e, portanto, talvez infelizmente, contra o modelo social em que vivemos, embora entenda que tanta burocracia pode visar a nossa própria segurança. Talvez a solução passe, como tem vindo a ser dito desde há uns anos para cá, por uma participação social mais local, onde o contacto humano e os afectos são maiores, e onde as pessoas são mais valorizadas na sua sensibilidade e não tanto na sua capacidade funcional.
Nas cidades, as pessoas são pouco afectuosas, muito carreiristas e individualistas, "não me chateies que eu também não", vivendo no entanto a estranha condição de extremamente desligadas da sua individualidade enquanto são extremamente individualistas, porque desligadas da vida e da morte, da terra e do céu, esquecendo facilmente, pequenas peças numa complexa engrenagem.
Os filósofos não devem pensar fechados nas suas redomas pseudo-individualistas, mas individualizar-se, livremente, para a colectividade, tendo a obrigação de, como pensadores da vida e da morte, da existência, da pessoa e da sociedade, das relações, do ideal, divulgá-lo, respeitando, no entanto, a clara incerteza das nossas noções acerca do mundo, porque o humano é o ser da crença, no que respeita ao ser da realidade para lá das aparências (se esta ou aquela existem... penso que sim!) e ao futuro.
domingo, 6 de abril de 2008

Ontem fui ao cinema. Este filme, que em português se chama «Nunca é Tarde Demais», captou a minha atenção quando vi o «trailer». E os actores eram promessa de qualidade.
O sentido da vida. Gostarias de saber antecipadamente do momento da tua morte? Quando podemos dizer: VIVI VERDADEIRAMENTE ?!?
The Bucket List é a lista de coisas que queremos fazer, antes de bater a bota. Foi um trabalho de casa que o professor de Filosofia deu à personagem interpretada por Morgan Freeman.
Não sei se este filme vai mudar a vida de alguém, mas julgo que a todos nos convoca para uma reflexão interior sobre «o que raio ando eu aqui a fazer!»
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vida antes ou depois da morte
«Lembre-se que nada é constante,
só a mudança é constante»
Principe Siddhârta Gautama ou Shâkyamuni, dito Buda.
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quarta-feira, 12 de março de 2008
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