Da Terra das árvores,
Da Terra das flores,
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Da Terra dos homens,
Da Terra dos animais,
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Sou da mesma Terra que Tu
Da Terra das pedras altas,
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Da Terra das cabeças duras,
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Da Terra dos caminhos tortos,
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Da Terra das janelas abertas,
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Sou da mesma Terra que Tu
Fotos tiras algures pela Serra de Sintra*
Publicadas pela primeira vez no meu bolg pessoal e aqui reeditadas e partilhadas.
Há uma frase célebre que diz: "Nunca faças promessas que não possas cumprir".
Eis-me aqui a quebrar a promessa que fiz na primeira vez que aqui escrevi.
Prometi não voltar a repetir conteúdos...
Se não me puderem perdoar... espero, pelo menos, que gostem das fotos e da sequência que escolhi para a edição.
Enjoy :)
2 comentários:
És da mesma terra que eu! Cuidado: se ela te corresponder no teu amor por ela, estás perdida. É estranho, mas se puder não saio deste círculo de 20 kms de raio.
Quanto à repetição dos conteúdos, estes nunca se repetem, nem as palavras são as mesmas. E não peças perdão quando te dás. Nós só devemos pedir perdão quando não nos doamos, haja o que houver.
O texto está maravilhoso e é muito verdadeiro.
As fotografias estão "lá".
E nelas sinto-me em casa. Sem falta de modéstia, acho que tu fazes parte dum grupo raro de poetas, vives num círculo de luz. Não escolhas o caminho mais difícil. É maravilhoso, mas não o escolhas.
O segredo é amar, como diz o Sebastião da Gama e nunca duvides de ti própria. Faças o que fizeres, aconteça o que acontecer.
Ontem fomos presenteados com um belíssima pintura de Nicholas Roerich, traduzi, à minha maneira, um poema dele para te colocar aqui:
Mensageiro, meu Mensageiro!
Surgiste e sorriste
E tu não sabes o que me
trouxeste. Foi o Presente
Da cura. Cada uma das minhas lágrimas
Deve sarar as chagas do mundo.
Mas, Imperador, quando devo eu
Pegar em tantas lágrimas e a quais
Das feridas do mundo devo doar
A minha primeira torrente?
Mensageiro,
Oh meu mensageiro, tu surgiste
E sorriste. Não serás portador
Duma ordem suprema para que eu possa curar
através do meu sorriso?
1921
Nicholas Roerich
Caro Paulo,
obrigada pelas palavras.
As suas e as que traduziu de Roerich.
Fiquei sem palavras. Mesmo.
Fiquei com aquele silêncio bom que nos surge na alma, quando estamos preenchidos.
E sim, um sorriso no rosto.
Obrigada*
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