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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de setembro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Verde Deserto
Custa-me olhar para trás e ver aquilo que já foi. Parece-me tudo tão longe e distante, que nem me reconheço naqueles momentos. Pergunto mas quem é aquele que por ali se passeia, em episódios de vida sem sentido e de absoluta perdição.
Sim, sentia-me muito perdido. Ou melhor, ELE sentia-se perdido. Na verdade… ele sabe AGORA que estava perdido. Foram momentos sem norte, sem sul, sem eu, sem tu… e sem nós. Sem laços que o prendessem ao que quer que fosse, a quem quer que fosse. Era a independência total, o viver sem compromisso. E correu tudo bem (achava eu,… ele!) , até que parei. Parei, sentei-me no cimo do monte e olhei para aquela vida, para aquele deserto verdejante. Um deserto onde nunca houve sede, nem fome e as provações nunca foram físicas. Onde tudo abundava e tudo era fácil, rápido e imediato. Sim, uma vida em modo «fast food». Uma «fast life».
E de repente surgiu a vontade de me atar em nós e em laços com as coisas e as pessoas; de me envolver, de pertencer, de «estar com». Cansado de estar. Posso agora começar a ser? Posso agora olhar para o meu deserto verde e colorido e guardar a sua recordação num baú sem fundo? Sim, agora. Aqui. Posso? Deixar o verde amarelar pelo sol, secar, tornar-se palha e desvanecer-se no tempo.
Posso?
Texto de Joana Sousa | Fotografia de João Paca
http://olharapalavra.com/
Sim, sentia-me muito perdido. Ou melhor, ELE sentia-se perdido. Na verdade… ele sabe AGORA que estava perdido. Foram momentos sem norte, sem sul, sem eu, sem tu… e sem nós. Sem laços que o prendessem ao que quer que fosse, a quem quer que fosse. Era a independência total, o viver sem compromisso. E correu tudo bem (achava eu,… ele!) , até que parei. Parei, sentei-me no cimo do monte e olhei para aquela vida, para aquele deserto verdejante. Um deserto onde nunca houve sede, nem fome e as provações nunca foram físicas. Onde tudo abundava e tudo era fácil, rápido e imediato. Sim, uma vida em modo «fast food». Uma «fast life».
E de repente surgiu a vontade de me atar em nós e em laços com as coisas e as pessoas; de me envolver, de pertencer, de «estar com». Cansado de estar. Posso agora começar a ser? Posso agora olhar para o meu deserto verde e colorido e guardar a sua recordação num baú sem fundo? Sim, agora. Aqui. Posso? Deixar o verde amarelar pelo sol, secar, tornar-se palha e desvanecer-se no tempo.
Posso?
Texto de Joana Sousa | Fotografia de João Paca
http://olharapalavra.com/
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Texto e imagem
domingo, 20 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
homo vitruviano
São Leonardo de Galafura, 8 de Abril de 1977O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta.
Miguel Torga, in Diário XII
São Leonardo de Galafura, 11 de Dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
meandro
Entenda-se por meandro uma curva ou desvio acentuado de um rio que corre ao longo de uma superfície aluvial e que muda de forma e posição por consequência das variações mais ou menos enérgicas da carga fluvial durante o correr das estações do ano. Característicos das zonas de planície de aluvião geomorfologicamente maduras podem ser também encontrados, embora não frequentemente, em terrenos sedimentares de relevos aplanados, ou ainda, em ocasiões especiais, em terrenos acidentados característicos das zonas montanhosas, como se pode observar na fotografia.
Para a correcta compreensão da definição é importante ter a noção de que o canal do rio, ou sistema fluvial em causa, é cambiante, ou seja, muda constantemente de posição ao longo da superfície do aluvião mediante um processo demorado e dependente das condições de fluxo.
A erosão, ou desgaste, e a subsequente deposição ao longo das margens do rio conferem-lhe um aspecto serpentiforme, caoticamente ordenado, ou seja, por definição, meandro divagante.
A margem situada na orla centrífuga exterior ao meandro apresenta normalmente barrancos com escarpas continuadamente erodidas, e nas margens internas que se escapam progressivamente à força das correntes ocorre deposição de sedimentos usualmente de granulometria bem calibrada.
Com o decorrer do Tempo, e de acordo com as condições de fluxo, este fenómeno erosivo acciona a curvatura do meandro a ponto de se arquitectar uma volta inteira da conformação do sistema fluvial que, ao truncar-se, deixa para trás um meandro fóssil, abandonado e fechado em si como um lago em forma de U.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
knock, knock
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Sintra
terça-feira, 24 de novembro de 2009
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