O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Que outra coisa perdes
Se o que te resta é nada?
A dor da partida – revisitada
O vazio que é tudo e nada
Perco a sombra
que julguei ser minha
Como te perdes ignorante
Se não existes?

4 comentários:

platero disse...

gosto muito
lamento que não seja branca a sua sombra

bjo

paladar da loucura disse...

e este é tão quase antigo e recente que até a sombra que não é minha pode ser branca

Ferro Velho disse...

Credo!

Isabel Metello disse...

A sombra pode ser incolor? :)