O CAMINHO DA SERPENTE

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

Saúde, Irmãos ! É a Hora !


domingo, 18 de setembro de 2011

PARÁBOLA DO POTE E DO MACACO

contava-se em Moçambique
que uma maneira prática de afastar macacos de uma plantação
consistia em meter alguns amendoins
dentro de uma vasilha de boca muito estreita
à justa medida de o macaco introduzir a mão

- sejamos práticos - um pote de cerâmica

o macaco
com alguma dificuldade introduzia a mão
até alcançar
os frutos proibibos

enchia-a bem então
o que a aumentava de volume
não lhe permitindo a retirada
nem mesmo à vista do proprietário da plantação

dos amendoins
o avaro macaco não abria mão

esta a parábola do pote
e do macaco
em que fica bem claro
o risco de se encher demasiado a mão

3 comentários:

paladar da loucura disse...

pois a ganância...

Ferro Velho disse...

Olha Platero, faço ideia o teu nariz... Cheio de macacos... Aconselho-te a tirá-los.
Faz como eu! Eu tiro os meus macacos! Do sótão também. Higiene acima de tudo!

platero disse...

política à parte
não se trata de uma estória com imaginação?

deve ter a ver também com a asserção popular de "não abrir mão"

não abrir mão para não perder o que tem seguro. será?

Ferro Velho - o que dizes disto?