O instante sempre a nascer e a morrer, entre os teus braços, entre ... o silêncio e o Silêncio de Saudade...
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Pluma de Silêncio
O instante sempre a nascer e a morrer, entre os teus braços, entre ... o silêncio e o Silêncio de Saudade...
filosofia libertária
deleuze.
libertemos a filosofia das essências, dos unos, sejamos criadores. abandonemos a camelice.
domingo, 12 de julho de 2009
Da Saudade e da "Índia de miragem"
– Leonardo Coimbra, “Sobre a Saudade”, in Dispersos. III - Filosofia e Metafísica, compilação, fixação do texto e notas de Pinharanda Gomes e Paulo Samuel, nota preliminar de Francisco da Gama Caeiro, Lisboa, Editorial Verbo, 1988, pp.137-138.
Pascoaes e Hölderlin
à procura da índia ainda distante
encontram se numa infinita despedida
na ponte do tolo de Amarante
e lembram as ruínas do continente
célticas e gregas pedras no sol-pôr
e falam das hecatombes e da dor
da ignorância do dia impertinente
que alvoreceu na Europa desencantada
onde os gritos do mercado derrubam o mito
que era tudo mesmo e que é não mais nada
do que uma velha e gorda vaca bem acabada
na lembrança, remota, do rito
com o touro divino numa praia dourada.
sábado, 11 de julho de 2009
IFotografia

Eu sou uma função humanística tardia,
aquilo que nunca é,
uma obtusa força esvaziada do passado.
Só na tradição, no incontaminado dialecto,
existe o meu amor, submerso pelo incandescente horror,
sem solução de continuidade até ao final...
Sou certamente o espelho de um organismo social.
Venho das ruínas perdidas no bulício da vida,
na periferia dos dias,
das igrejas dilaceradas por um obscuro escândalo de consciência,
dos retábulos de altar, das desconcertantes e sinceras aldeias esquecidas...
onde viveram os irmãos.
Ando pelo espaço como um doido.
Canto as ilhas do mundo antigo,
as angras da História, a "vida" que resiste...
a qualquer sonho de coisa alguma.
"Inactual" vagueio fiel pelas ruas como um cão sem dono,
estritamente técnico,
assinalando as osmoses entre imagens e versos.
Ou contemplo os crepúsculos, as manhãs,
nas colinas, no mundo,
no que jaz sem ser visto,
como os primeiros actos da Pós-História,
em perpétua comunhão,
em limites espaçados do verbo,
que ressuscito pelo privilégio do registo civil,
da orla extrema de alguma era sepulta.
Venço a atrofia momentânea do "corpo-literatura".
Regenero-o.
Ele está ali. De olhos fixos e costas arqueadas.
Ele e as palavras.
Profiro: - Monstruoso é quem nasceu das vísceras de uma ideia morta.
sucumbo ao febril fervilhar, movo-me,
mais moderno que os amados rostos de ontem,
mais moderno do que qualquer moderno,
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Vou vivendo. Alborada do Brasil
Segundo conta na apresentação do disco há uma carta dirigida ao rei de Portugal datada em 1500 em que se diz que o primeiro instrumento europeu que ouviram os indígenas foi uma gaita galega dando lugar a uma improvisada dança na praia. No mundo celta falava-se de uma misteriosa ilha chamada Y-Brasil.
O comentário "insultuoso" apagado no Blog Nova Águia pela inteligência apagada do senhor Edson Pelé...
Se não compreendem, metam as mãos ao coração, arranquem-no e trinquem-no. Abrir-se-vos-ão os olhos e verão que nunca aqui estiveram.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Ainda os Animais...
http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing.php
Os alunos de certeza que gostarão da experiência.... e os filhos e os netos e sobrinhos e afilhados e os amigos e... qualquer bicho humano.
Eu já fiz a minha, chama-se Heart Waves :)
"Pascoaes é um ser terrível..."
[...]
No momento em que a Europa cientificada e tecnificada via o pomo da felicidade amadurecido na sempre enganosa árvore da vida, Teixeira de Pascoais diz-nos, e logo no título de um dos seus livros, que, se vemos proibido o céu, nos está também a terra proibida. A Renascença Portuguesa veio e passou, incompreendida como o poeta vidente, e, a falar verdade, um pouco ridicularizada.
Há razão para isso, devemos concordar. Na verdade, o programa parecia, e parece, inexequível. Acentuar-se-ia cada vez mais, e por diversas formas, o sentimento de que o céu está longe e a convicção de que temos de viver, como vis bichos, até à morte, de um modo ou de outro. É absurdo misturar deuses e homens, árvores e almas, paganismo e cristianismo, loucura e sabedoria, melancolia e ilimitada esperança. E assim, a Saudade, no momento de despertarem já para o sentido do perdido bem os próprios infernos, não chegou a despertar os seres da terra"
- José Marinho, Teixeira de Pascoaes, Poeta das Origens e da Saudade e outros textos, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2005, pp.398-399.
Informação - Animais e Felicidade
Estarei no mesmo programa na próxima 5ª feira, dia 16, à mesma hora, entrevistado sobre a visão da felicidade no Budismo.
Saiu uma notícia sobre o PPA na TVI online e sairá outra na "Sábado" desta semana ou da próxima.
Sejamos felizes e contagiantes, para o bem de todos os seres sensíveis! Que a felicidade entre na agenda política e que a política se abra da cidade dos homens para a Natureza, o planeta e o universo. Este é o novo paradigma.


