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segunda-feira, 25 de abril de 2011
LIBERDADE
Liberdade, em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.
fonte: wiki
Agradecimento especial a todos os que contribuíram,
de uma forma ou de outra,
para que a realização desta enorme presença até hoje vingasse,
como uma flor.
sábado, 8 de janeiro de 2011
"A man who does not think for himself does not think at all" (Oscar Wilde)
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liberdade,
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pensamento
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
"Todo o 'acto premeditado' ou todo o 'acto leviano' tem a sua guilhotina-própria." (António Maria Lisboa)
Não é impunemente que se escrevem coisas. O homem “pensa” ou “não pensa” – mas diz. […] Daqui nascem todos os enganos. Não o Verdadeiro Poeta que aprende por si o meio de ofender – imprimindo ou não, escrevendo romances, ensaios, panfletos ou não escrevendo nada. Este é um engano da sociedade no seu todo. Para se conseguir a liberdade há que negar os processos equacionais do meio, conquistar uma consciência completa dos seus vícios, taras, preconceitos de lugar. Engano de facto da sociedade que assim deixa fugir o melhor peixe das suas teias.
[…] É fácil ser subversivo – a palavra não custa… é um caso de hábito de audição. […] Subversivo, pois!, mas o que é de real é o engano de que se pode ser algo parecido com subversivo sem levar à consciência o meio onde se é, sem conhecer o que nele acontece e para o qual conhecimento, é necessário estar dentro.
[…] Todo o acto premeditado ou todo o acto leviano tem a sua guilhotina-própria.
António Maria Lisboa,
“Carta Aberta ao Snr Dr. Adolfo Casais Monteiro – Aviso a tempo por causa do tempo", in Poesia de António Maria Lisboa, Assírio e Alvim, Lisboa, 1977, págs 103 e segs.
[É de supor que não haja a isto comentários. É talvez até "melhor" que os nao haja: fica tudo, por si, silenciosamente mais estrondoso. Mas, mesmo que os haja (mesmo o não havê-los é, nesse sentido, havê-los muitos) serão a expressão chapada de quanto aqui, nestas palavras de AML e no resto, não tolera comentário. Porque, como ele mesmo diz noutro lugar: "Conhecem-se apenas estas duas maneiras de solução: ou tirar a dor à vida, ou tirar a vida à dor". É, por isso "aos actos-palavras e não às palavras que supõem actos, que me dirijo" ]
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subversão
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Se queres atingir o satori pelo zen esquece o zen e o satori, os ensinamentos dos mestres; usa os teus próprios meios
"O eu é o mestre do eu" - mesmo isto é para esquecer, porque não há mestre nem eu, se assim o quiseres. Se quiseres prostrar-te, prostra-te. Se o não quiseres, não o faças. Age de acordo com a tua consciência, se assim o quiseres. Ser carneiro ou pastor, escolhe. Existem carneiros, mas não existem pastores: mesmo o pastor é um carneiro. E mesmo o carneiro é erva no campo. A erva no campo é vento. Eu sou vento. De facto, tudo é vento. Se quiseres, nada é vento. O vento não existe. Nem qualquer igualdade entre os seres. Pois o teu pensamento é o teu pensamento. Quem sou eu para te dizer o que há e o que não há, o que é e o que não é? Bem gostaria que pensasses como eu, mas... para quê?, para obter uma rotunda concordância? Prefiro que te libertes, eu, que não sou liberto: o zen é esta consciência. E é a consciência de estar liberto, aqui e agora num instante, mais ou menos prolongado, que se esvai para o nunca ter sido, iluminando-nos como uma luz interior na ampla escuridão da mente. A mente propriamente não existe, mas apenas a erva no campo. A mente é isso: é e não é verde. É uma pedra e o brilho do Sol sobre essa pedra. Porque o zen é tudo e isso é a budeidade. Mas eu não sei o que é a budeidade, é demasiado pura. Do puro nada se diz que não que é puro, para não se o sujar. Se quiseres, suja-o.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
caos atómico (aos anónimos)
não nos deixamos induzir em erro pelo facto de os indivíduos se comportarem como se nada soubessem de todas estas preocupações. a sua inquietude mostra quanto eles estão informados a este respeito; pensam neles próprios com uma precipitação e um exclusivismo que nunca se encontraram até agora; constroem e plantam para si apenas e para um só dia; a caça à felicidade nunca é tão grande senão quando deve ser feita hoje e amanhã; porque, depois de amanhã, a caça poderá já talvez estar fechada. vivemos na época dos átomos e do caos atómico.
nietzsche, considerações inactuais, schopenhauer educador,4.
nietzsche, considerações inactuais, schopenhauer educador,4.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
viva a liberdade
morte a quem nos mata, nós queremos viver
segunda-feira, 13 de julho de 2009
filosofia libertária
volto à questão o que é a filosofia? a resposta deveria ser muito simples... um sistema aberto é quando os conceitos são relacionados a circunstâncias e não mais a essências... é preciso inventar, criar os conceitos e há aí tanta invenção quanto na arte ou na ciência.
deleuze.
libertemos a filosofia das essências, dos unos, sejamos criadores. abandonemos a camelice.
deleuze.
libertemos a filosofia das essências, dos unos, sejamos criadores. abandonemos a camelice.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Sobressaltos - "É de crer que se contentem de soltar à nossa volta imensa gargalhada"
"O ser ou se revela um ou muitos. Em nós, ele é ao mesmo tempo uno e múltiplo, e assim como nos implicamos em cada uma das maneiras como somos, assim cada uma delas implica as outras. Assim também uma ligação íntima e substancial existe entre um homem e todos os outros, entre um ser e todos os outros seres, não sendo jamais viável a liberdade dum sem a liberdade de todos, o bem dum sem o bem de todos.
Assim vemos o filósofo digno desse nome não poder situar-se do lado do que define e determina pois a verdade está também no que indiferencia e indetermina.
O homem que se toma a si próprio como fim é considerado, em geral, como um néscio e dia virá em que ele próprio o verifique. Mas esta humanidade que se tomou a si própria como fim supõe-se sábia. Já dos longes do suposto passado se levantam não só os velhos deuses, mas os vultos fantasmáticos dos homens de outras eras. Já erguem suas frontes meditativas sobre o horizonte ainda velado para a maioria, já alguns podem ver como nos contemplam. Em breve nos julgarão. Mas é de crer que nada digam. É de crer que se contentem de soltar à nossa volta imensa gargalhada. Depois sumir-se-ão de novo, deixando esta estúpida humanidade com sua ciência pequenina e perigosa, sua arte frustrada, sua magra filosofia, cumprir o lôbrego destino para que se adianta inconsciente"
- José Marinho, Aforismos sobre o que mais importa, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1994, p.215.
Sem comentários.
Assim vemos o filósofo digno desse nome não poder situar-se do lado do que define e determina pois a verdade está também no que indiferencia e indetermina.
O homem que se toma a si próprio como fim é considerado, em geral, como um néscio e dia virá em que ele próprio o verifique. Mas esta humanidade que se tomou a si própria como fim supõe-se sábia. Já dos longes do suposto passado se levantam não só os velhos deuses, mas os vultos fantasmáticos dos homens de outras eras. Já erguem suas frontes meditativas sobre o horizonte ainda velado para a maioria, já alguns podem ver como nos contemplam. Em breve nos julgarão. Mas é de crer que nada digam. É de crer que se contentem de soltar à nossa volta imensa gargalhada. Depois sumir-se-ão de novo, deixando esta estúpida humanidade com sua ciência pequenina e perigosa, sua arte frustrada, sua magra filosofia, cumprir o lôbrego destino para que se adianta inconsciente"
- José Marinho, Aforismos sobre o que mais importa, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1994, p.215.
Sem comentários.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Despertar
Se levarmos a sério o desejo de despertar, precisamos de força para renunciar às coisas que têm um grande significado para nós e precisamos de uma grande dose de coragem para nos pormos sozinhos ao caminho. Aqueles que não andam atrás de elogio e ganho, aqueles que não fogem da crítica e da perda, podem ser estigmatizados como anormais ou mesmo loucos. Quando observados a partir de um ponto de vista comum, os seres despertos podem parecer loucos porque não negoceiam, não podem ser seduzidos ou agitados pelo ganho material, não se aborrecem, não procuram emoções fortes, não têm reputação a perder, não se conformam com regras de etiqueta, nunca usam a hipocrisia para proveito pessoal, nunca fazem coisas para impressionar as pessoas e não exibem os seus talentos e poderes como um fim. Porém, se isso constituir um benefício para os outros, estes santos farão tudo o que for necessário, desde ter um comportamento perfeito à mesa até dirigir uma das maiores empresas do mundo.
O Que Não Faz De Ti Um Budista, Dzongsar Jamyang Khyentse, Ed. Lua de Papel
O Que Não Faz De Ti Um Budista, Dzongsar Jamyang Khyentse, Ed. Lua de Papel
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segunda-feira, 2 de março de 2009
Luigi Pareyson: Da liberdade como abismo

La libertà è una fessura nella compattezza della realtà, è una breccia, una crepa, una spaccatura nella continuità dell'universo. L'inizio assoluto è il nulla della libertà ed ecco perché è sorpresa, prodigio, suscita stupore; ecco perchè questo nulla ha qualcosa di vertiginoso, è un abisso che suscita angostia, sgomento. La libertà è in questo senso un mistero, che ha un aspetto esaltante e un aspetto opprimente, perché a in se stessa la sua fondamentale ambiguità.
- Luigi Pareyson (1918-1991), Ontologia della libertà. Il male e la sofferenza, Torino, Einaudi, 2000, p.32 [foto obtida na Internet, de autor desconhecido].
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Identidade
Ó vil criatura
de vãs fantasias,
vives socialmente
no “plasma amorfo das sensações”.
Descontraído.
Habituado.
Mas nada criaste!
Absorveste,
as normas e os comportamentos
que a sociedade te deu
ou impôs.
Então,
como sabes que és?
Onde está o teu Eu?
in Metafísica [Poética]
de vãs fantasias,
vives socialmente
no “plasma amorfo das sensações”.
Descontraído.
Habituado.
Mas nada criaste!
Absorveste,
as normas e os comportamentos
que a sociedade te deu
ou impôs.
Então,
como sabes que és?
Onde está o teu Eu?
in Metafísica [Poética]
sábado, 31 de maio de 2008
Libertação de Deus
Não me apetece escrever mais sobre Deus. É um tema alienante. Transporta-nos para um mundo que existe apenas na imaginação e fecha-nos em nós mesmos. Parece-me certo que existe ou existiu algo que deu origem a tudo isto, mas desconheço as suas propriedades; provavelmente, serão, um dia, descobertas pela Ciência. Até lá, vivamos em liberdade, até porque se alguma vez existiu um Deus todo-inteligente (a Inteligência), todo-consciente (a Consciência), não quis, decerto, que o conhecêssemos, pois que se o quisesse, mostrar-se-ia, teria criado condições para tal. Talvez descobrir Deus seja descobrir o Mundo.
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